Entre 02 e 10 de agosto, a Marinha do Brasil (MB) conduz no Centro-Oeste a tradicional Operação Formosa. Realizada desde 1988, a missão é o maior treinamento da força no Planalto Central. A partir de 2021, a operação passou a incluir importante parcela conjunta, contando com a participação Exército Brasileiro (EB) e da Força Aérea Brasileira (FAB). Assim, a Operação Formosa 2022 conta com 3.500 militares das três Forças, além de aeronaves, blindados, viaturas, armamentos e outros equipamentos.

A Operação Formosa permite treinar os militares das três Forças Armadas no emprego conjunto de armas de apoio, manobras táticas, fogos de artilharia e operações aéreas e operações especiais. São empregados equipamentos e armamentos pertencentes à Marinha, ao Exército e a Força Aérea, incluindo carros de combate, veículos blindados, Carros Lagarta Anfíbios (CLAnf), aviões, helicópteros, aeronaves remotamente pilotadas (ARP), obuseiros de artilharia e Lançadores Múltiplos de Foguetes ASTROS.

A Operação Formosa tem o propósito principal de assegurar o preparo do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) como força estratégica, de pronto emprego e de caráter anfíbio e expedicionário, capaz de atuar no País e no exterior, conforme previsto na Estratégia Nacional de Defesa.

Os veículos e equipamentos do CFN se deslocaram do Rio de Janeiro para Brasília, num percurso de mais de 1.400 km, evidenciando a capacidade expedicionária.

Este ano, o treinamento conta, pela primeira vez, com pelotões de Fuzileiros Navais que vieram de Belém (PA), Natal (RN), Salvador (BA), Ladário (MS) e Rio Grande (RS). Uma vez mais, haverá a participação de um destacamento do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos da América.

Na próxima quarta-feira (10/8), marcando o término da operação, ocorrerá uma Demonstração Operativa (DemOp), no Campo de Instrução de Formosa (CIF), na qual poderão ser observadas, de perto, as principais atividades executadas durante a operação.

Na demonstração desta quarta-feira (10/8), o público poderá observar de perto o emprego aviões, helicópteros, carros de combate e blindados, com bombas e metralhadoras; disparos de fogos de artilharia de tubo e de foguetes; infiltração de paraquedistas; montagem de Unidade Avançada de Trauma (UAT) com telemedicina, posto de descontaminação Nuclear, Biológica, Química e Radiológica (NBQR), laboratório móvel de detecção de agentes químicos, entre outras atividades. Todos os armamentos e sistemas de armas empregarão munições reais.

Força de Fuzileiros da Esquadra

A Força de Fuzileiros da Esquadra (FFE) é a tropa anfíbia da Marinha do Brasil que atua em Operações de Guerra Naval, ações com emprego limitado da força e atividades benignas. Trata-se de uma força estratégica de pronto emprego, de caráter anfíbio e expedicionário. Dentre algumas das suas ações mais recentes, destacam-se as participações nas Operações de Paz do Haiti e do Líbano; as Operações de Garantia da Lei e da Ordem no Rio de Janeiro e a assistência humanitária e apoio à Defesa Civil durante as chuvas em Petrópolis. Em abril desse ano, a Força de Reação Rápida dos Fuzileiros Navais foi certificada pela Organização das Nações Unidas (ONU) como nível 3 de prontidão para as Operações de Paz, o mais elevado nível operacional para aquela organização. A força foi assim a primeira do País a atingir tal certificação, sendo atualmente a única no mundo.

Marcelo Barros, com informações e imagens da Marinha do Brasil
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Assessoria de Comunicação (UNIALPHAVILLE), MBA em Jornalismo Digital (UNIALPHAVILLE), Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).

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