Manaus (AM) – No último dia 30 de dezembro, o 4º Batalhão de Aviação do Exército (4º BAvEx) recebeu a ordem para resgatar crianças que necessitavam de tratamento médico em três comunidades de terras indígenas Yanomamis, na região do Surucucu, em Roraima.

Na manhã do dia seguinte, os trabalhos iniciaram com plano de voo, preparação da aeronave, instalação de tanque de translado, separação de materiais, entre outros procedimentos. Em seguida, se deslocaram à Base Aérea em Boa Vista (RR), com duração de voo de três horas, onde os militares foram recebidos pelo Comandante do Comando de Fronteira de Roraima/ 7º Batalhão de Infantaria de Selva (C Fron RR/ 7º BIS), Coronel M. JUNIOR.

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Aeronave reabastecida. Mais uma hora e meia de voo. Chegaram no 4º Pelotão Especial de Fronteira – Surucucu (4º PEF Surucucu). Segundo o piloto do 4º BAvEx, Major SCHIAVON, ainda no PEF foi feita uma nova programação de peso e combustível para partirem para o resgate das crianças nas comunidades.

“Trabalhamos em conjunto com militares do 4º PEF e profissionais de saúde do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), a informação que tínhamos era que devido à chuva houve dificuldade no plantio e, por deficiência alimentar, as crianças estavam debilitadas”, detalhou o Major.

Enfrentando a possibilidade de mau tempo, o risco de escurecer e perder visibilidade, mas sem deixar de lado a segurança e garantindo a presença do Exército Brasileiro, prosseguiram na missão. “Uma das comunidades fica quase na fronteira com a Venezuela, fizemos um gerenciamento de pouso. Havia o risco do tempo fechar, mas, graças a Deus, conseguimos cumprir toda a missão nas três comunidades”, descreveu SCHIAVON.

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Segundo o piloto, os profissionais da saúde informaram que as crianças apresentavam quadros de desnutrição, desidratação, uma tinha malária e outra pneumonia. No total foram evacuadas para o Polo Base Surucucu, do DSEI Yanomami, 20 pessoas das comunidades Kunamariú, Hokomaua e Yaritobi.

“A missão foi importante porque era o único meio de evacuação daquelas crianças para receber cuidados médicos adequados, já que a tribo mais perto fica a cinco dias de caminhada, por trilha através selva, do 4º PEF”, pontuou o Major.

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Por conta da meteorologia, os militares do 4º BAvEx só conseguiram retornar à Manaus, dia 2 de janeiro. “Na aviação é comum viajarmos bastante, inclusive em datas comemorativas. Claro que preferimos passar datas como essa em casa, com a família, mas numa situação dessa nós vamos sem titubear, porque sabemos da importância da missão e do quão necessária ela é”, finalizou o piloto.

Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).