O projeto “CoronaYeast: um modelo de diagnóstico barato e sensível para o SARS-CoV-2 baseado em levedura”, apoiado pela Finep/MCTI e FAPESP, e desenvolvido pelo Laboratório de Genômica e Bioenergia (LGE) da Unicamp, em parceria com a empresa-filha da Universidade BIOinFOOD, foi o primeiro colocado na categoria “Detecção e Diagnóstico” do Prêmio de Inovação do Grupo Fleury.  O sistema, rápido e de baixo custo, baseia-se em leveduras da espécie S. cerevisiae que mudam de cor se houver a ligação do receptor humano ACE2 (hACE2) – expresso na membrana da levedura – com a glicoproteína viral Spike (presente na superfície externa do vírus).

O concurso reconhece projetos inovadores na área da saúde e, nesta edição, premiou ideias para a superação da pandemia do novo coronavírus, tanto no combate e prevenção da COVID-19, como na necessidade de adaptação do cotidiano.

O primeiro colocado na categoria “Tratamento e Prevenção” foi o projeto “Recobrimento antiviral para a funcionalização de superfícies de equipamentos de proteção individual”, do Laboratório de Engenharia e Química de Produtos (LEQUIP). A Força-Tarefa Unicamp contra a COVID-19 ficou em segundo lugar na categoria “Adaptação à Pandemia”.

O projeto desenvolvido pelo LEQUIP da Unicamp consiste na criação do SprayCov, um líquido em spray capaz de eliminar o coronavírus de superfícies como os equipamentos de proteção individual (EPIs) utilizados por profissionais de saúde e também as máscaras de algodão. A ideia é que ele sirva como uma proteção extra ao bloqueio físico do vírus, formando uma barreira ativa que destrói o SARS-CoV-2, o que amplia a segurança e a durabilidade dos EPIs. Nos testes realizados pelo laboratório, o produto manteve a eficácia por três dias, impedindo a replicação do vírus.

Mais sobre o CoronaYeast

O projeto segue em andamento, mas a patente para a tecnologia já foi solicitada. A expectativa é que no primeiro semestre deste ano os estudos apontem a eficácia da técnica desenvolvida. Saiba mais sobre o projeto.

Marcelo Barros
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).

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