O 21 de julho carrega consigo um peso significativo para todos os brasileiros, mas principalmente para aqueles que sonham em servir à Marinha do Brasil. É nesta data que se presta homenagem aos bravos marinheiros que se sacrificaram em nome do país. A memória histórica proporciona um senso de identidade e direção a uma nação, uma vez que reconhece o papel vital que estes heróis desempenharam na formação do Brasil que conhecemos hoje.

A Marinha tem um lugar de destaque na nossa história, tendo participado de todos os eventos significativos para a formação da nacionalidade brasileira. Isso inclui a Guerra da Independência, a Guerra da Cisplatina, a Guerra contra Oribe e Rosas, a Guerra da Tríplice Aliança contra o governo paraguaio, além da 1ª e da 2ª Guerras Mundiais.

Nos Campos de Batalha Marítimos

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O Brasil esteve envolvido em três grandes guerras, todas com vitórias notáveis. A primeira, a Guerra da Tríplice Aliança contra o Paraguai, foi desencadeada pelo sequestro do navio mercante Marquês de Olinda. Essa guerra durou seis anos e alcançou seu ápice na Batalha Naval de Riachuelo, sob o comando do Almirante Barroso, cujas palavras de incentivo ainda ressoam: “O Brasil espera que cada um cumpra com o seu dever!”.

Na Primeira Guerra Mundial, a Marinha do Brasil se viu em conflito com a Alemanha após o bombardeamento do navio mercante Macau. A Segunda Guerra Mundial nos viu enfrentar submarinos alemães e italianos após o torpedeamento de vários navios mercantes em nossa costa. Estes conflitos mostram a determinação e bravura dos marinheiros brasileiros, que desempenharam um papel crucial na manutenção das rotas logísticas e na defesa do país.

O Incidente que Marca a Data

No dia 21 de julho de 1944, ocorreu uma tragédia que marcaria essa data como o Dia da Memória aos Mortos da Marinha. A corveta Camacuã, que navegava pelo porto de Recife após escoltar com sucesso um numeroso comboio, foi atingida por grandes ondas e naufragou. A tragédia custou a vida de 83 militares patriotas, incluindo o comandante do navio. A história do naufrágio do Camacuã é uma prova palpável do sacrifício e dedicação dos marinheiros na proteção da Amazônia Azul.

O Legado da Marinha

A nação brasileira que temos hoje, e a que teremos no futuro, é uma herança dos guerreiros do mar. Heróis conhecidos e desconhecidos que caíram em combate, mas deixaram para a geração futura um patrimônio incalculável. O legado desses homens, que deram suas vidas pelo país, deve ser sempre lembrado, reverenciado e celebrado. O amor à pátria transcende todos os conflitos e crises. A cada 21 de julho, lembramos e honramos esses heróis invisíveis da Marinha Brasileira.

Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).