Por Capitão-Tenente (T) Fabrício Sérgio Costa – Brasília, DF

O Ministério da Defesa (MD) recebeu, na última segunda-feira (18), uma notificação inédita da Organização das Nações Unidas (ONU), elevando a capacitação da tropa da Marinha do Brasil para o nível 3. Isso significa que os militares brasileiros atingiram o patamar máximo exigido pela entidade para que um país possa participar das missões de paz envolvendo contingentes das Forças Armadas.  

Com o anúncio, a tropa da Marinha do Brasil passa a ser a primeira do Estado brasileiro a ocupar uma posição neste nível, deixando-a em uma posição vantajosa para um futuro desdobramento em missões de paz da ONU. Desde que o Sistema de Prontidão de Capacidades de Manutenção da Paz das Nações Unidas (UN PCRS) foi criado, em 2015, essa foi a primeira vez que uma Força Singular conquistou esse status.

A partir de agora, o Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais de Força de Paz de Emprego Rápido (Quick Reaction Force) encontra-se em uma situação de destaque no Sistema de Prontidão de Capacidades de Manutenção da Paz das Nações Unidas (UN PCRS), visando a um futuro desdobramento em missões de paz daquela Organização Internacional. Esse sistema destina-se ao registro e gerenciamento de ofertas de capacidades de Forças de Paz disponibilizadas pelos países contribuintes de tropa da ONU, com vistas a serem empregadas em missões de paz. 

Na próxima semana, a Força de Fuzileiros da Esquadra realizará mais um treinamento. O exercício em questão tem como propósito a manutenção das capacidades atingidas em Visita de Avaliação e Assessoramento da ONU em 2021. O dia 28/4 será reservado para atividades abertas ao público.

Em julho de 2021, inspetores da Organização das Nações Unidas estiveram no Rio de Janeiro para avaliar o desempenho do Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais de Força de Paz de Emprego Rápido (Quick Reaction Force). O relatório final da Visita de Avaliação e Assessoramento, que elevou a tropa ao nível 2 do sistema, destacou: “Os Fuzileiros Navais do Brasil possuem mentalidade expedicionária, móvel e ágil; altos padrões de prontidão operativa e de pessoal; forte comando e controle; elevada moral e disciplina e são bem treinados”.

Marcelo Barros, com informações da Marinha do Brasil
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Assessoria de Comunicação (UNIALPHAVILLE), MBA em Jornalismo Digital (UNIALPHAVILLE), Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).

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