Em uma visita significativa ao Centro Industrial Nuclear de Aramar (CINA) em Iperó, São Paulo, o Ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho, verificou de perto os progressos no Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) da Marinha do Brasil. Acompanhado pelo Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen, e pelo Diretor-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha, Almirante de Esquadra Alexandre Rabello de Faria, o Ministro explorou as instalações onde são desenvolvidas tecnologias fundamentais para a propulsão nuclear do futuro submarino.

Foco em Tecnologia e Inovação

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Durante a visita, o Ministro percorreu o Laboratório de Enriquecimento Isotópico (LEI) e o Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica (LABGENE), pontos centrais para a validação segura da operação do reator de propulsão naval. Esses laboratórios são cruciais para o desenvolvimento autônomo do ciclo do combustível nuclear e da planta de propulsão que será empregada no submarino “Álvaro Alberto”.

Impacto Estratégico do PROSUB

O PROSUB não só marca um avanço significativo no poder dissuasório da defesa do Brasil, mas também fortalece o envolvimento do país no Programa Nuclear Brasileiro. Com esse projeto, o Brasil se junta ao grupo seleto de nações capazes de projetar, construir e operar submarinos nucleares de forma independente. O programa tem gerado impactos positivos substanciais, com mais de 60 mil empregos diretos e indiretos criados e cerca de 700 empresas envolvidas.

Contribuições Científicas e Civis

Além das aplicações militares, as tecnologias desenvolvidas pelo PROSUB têm potencial para beneficiar outras áreas, como a medicina nuclear e a geração de energia elétrica. A expertise brasileira no enriquecimento de urânio, conquistada em 1988, continua a ser aprimorada e já contribui para a produção de equipamentos pela “Indústrias Nucleares do Brasil” (INB), além de fornecer insumos para usinas de geração de energia.

Perspectiva de Futuro

O Ministro da Defesa expressou satisfação com o progresso do programa e reiterou o compromisso do governo com o avanço das capacidades de defesa do país. A visita também serviu como uma oportunidade para destacar a integração entre as forças armadas, a comunidade científica e a indústria nacional, assegurando que o conhecimento e as inovações sejam mantidos e desenvolvidos dentro do Brasil.

Marcelo Barros, com informações da Agência Marinha
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Assessoria de Comunicação (UNIALPHAVILLE), MBA em Jornalismo Digital (UNIALPHAVILLE), Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).