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Fisicamente, o Morro do Castelo não existe mais. No entanto é impossível contar a história do Rio de Janeiro sem cita-lo. Foi praticamente por lá que tudo começou e o término do local está ligado a diversos pontos marcantes da memória da cidade.

Aquele que fora o Marco Zero da cidade e lugar simbólico de sua fundação após a vitória de Estácio de Sá contra os franceses e os tamoios transformou-se em ausência, reminiscências e saudades.

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Com o tempo, relegado para o segundo plano com o crescimento da cidade, tornou-se uma espécie de símbolo de seu passado colonial. A lenda de um tesouro escondido pelos jesuítas ressurgiria de tempos em tempos para ameaçar a existência do morro, atiçando a cobiça de interessados nas incontáveis riquezas daquela ordem religiosa.

Mais tarde, sua presença viria a ser considerada até mesmo danosa à saúde dos cariocas. Assim, o Morro do Castelo encontrou o fim de sua existência nas grandes obras de reurbanização da cidade no início do século XX, sendo desmontado e seus escombros transformados em aterros ao longo de sua orla.


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Com base nessas histórias, quatro escritores do Rio de Janeiro (Cid Prado Valle, Cláudio Carvalho, Leonardo Vichi e Pedro Paulo Machado) lançaram o livro Morro de Saudades – Quatro caminhos para o Morro do Castelo, que em quatro histórias, nos levam de volta à ideia e à simbologia do velho e mítico morro que foi o berço da Cidade do Rio de Janeiro. Os quatro contos apresentados, abrem novas trilhas rumo à História do Rio de Janeiro, desde a presença das populações autóctones, passando pela perda do status de capital do país até uma projeção para o futuro da cidade e as consequências de sua ausência. Esta é uma jornada repleta de personagens instigantes, entre elas, o próprio Morro do Castelo.