Pioneiras da Escola de Aprendizes-Marinheiros de Santa Catarina visitam o Capitânia da Esquadra durante a Operação "Aspirantex/2023"

Como parte do Plano Estratégico da Marinha e dos objetivos setoriais da Diretoria-Geral do Pessoal da Marinha, a inclusão das mulheres em todos os Corpos e Quadros da Força teve significativo avanço com o ingresso da primeira turma feminina que irá compor o Corpo de Praças da Armada. Após processo seletivo que reuniu 4.530 candidatas, 48 foram selecionadas para integrar, na Escola de Aprendizes-Marinheiros de Santa Catarina (EAMSC), a pioneira turma de marinheiras de carreira da Marinha do Brasil.

O ineditismo desse avanço foi reforçado pelo Diretor-Geral do Pessoal da Marinha, Almirante de Esquadra Claudio Henrique Mello de Almeida, por ocasião da visita das alunas ao Navio Aeródromo Multipropósito (NAM) “Atlântico”, atracado em Itajaí (SC), durante a Operação “Aspirantex/2023”.

Na conversa com as futuras marinheiras, o Diretor-Geral destacou a importância dessa conquista histórica que possibilitará, já no próximo ano, o embarque simultâneo de Oficiais e Praças mulheres, de todos os Corpos e Quadros, nas organizações militares de terra e nos meios operativos da Força distribuídos pelo País.

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Diretor-Geral do Pessoal da Marinha orienta a primeira turma feminina da EAMSC sobre carreira, oportunidades e pioneirismo

Oriunda de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, a Aprendiz-Marinheiro Carolina Assunção disse estar realizada e orgulhosa com a oportunidade de ser a primeira militar de sua família. “Tenho esse sonho desde criança. Estou muito feliz e honrada de fazer parte da Marinha e de estar aqui conhecendo essas meninas guerreiras. É uma realização pessoal poder dar esse orgulho aos meus pais”, declarou durante conversa com o Almirante de Esquadra Mello, no convoo do NAM “Atlântico”.

O Curso de Formação para Marinheiros da Ativa, iniciado em 16 de janeiro, terá duração de 48 semanas. Durante esse período, as aprendizes-marinheiros experimentarão uma rotina de treinamentos físicos enquanto absorvem conhecimentos sobre a carreira militar-naval. As jovens cursarão, na EAMSC, com mais 97 homens, igualmente aprovados no processo seletivo. Futuramente, as demais Escolas de Aprendizes-Marinheiros, localizadas nos estados do Espírito Santo, Pernambuco e Ceará, também receberão turmas femininas.

Marcelo Barros, com informações da Marinha do Brasil
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Assessoria de Comunicação (UNIALPHAVILLE), MBA em Jornalismo Digital (UNIALPHAVILLE), Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).

1 COMENTÁRIO

  1. Pela concorrência, todas deveriam insistir em fazer Escola de Oficias do Exército, Marinha e Aeronáutica. Infelizmente, as atividades pesadas do dia a dia e cursos internos as impedirão de estudar e insistir por uns 3 anos perdendo o limite de idade.

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