Novo Plano do Governo Busca Blindar Setor de Defesa contra Ataques Cibernéticos

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Em um cenário onde ataques cibernéticos se tornam cada vez mais sofisticados e frequentes, o governo federal reconhece a necessidade premente de fortalecer a segurança cibernética, especialmente nas áreas críticas de Defesa. O Plano Setorial de Gestão de Incidentes Cibernéticos do Setor Defesa (PSGIC-Def), estabelecido em resposta aos recentes incidentes, como a invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), busca implementar uma estratégia robusta para lidar com ameaças virtuais e proteger as redes cruciais do setor militar.

Procedimentos e Colaborações Estratégicas

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O PSGIC-Def pretende estabelecer uma série de procedimentos para a gestão eficaz de incidentes cibernéticos dentro do setor de Defesa. Isso inclui a criação de equipes especializadas, coordenação entre as mesmas e colaboração estreita com entidades como o Centro de Prevenção, Tratamento e Resposta a Incidentes Cibernéticos de Governo (CTIR-GOV). Alinhando-se às melhores práticas nacionais e internacionais, o plano visa uma gestão contínua e eficaz de incidentes cibernéticos para prevenir crises de segurança.

Perspectivas dos Especialistas

Apesar do reconhecimento da importância do PSGIC-Def, especialistas em segurança da informação e crimes digitais expressam opiniões mistas sobre sua eficácia. Enquanto alguns veem o plano como uma medida padrão e tardia, outros acreditam que representa um passo significativo no fortalecimento da segurança cibernética. Há um consenso, no entanto, de que nenhum plano pode garantir uma eficácia de 100%, ressaltando a necessidade de constante vigilância e adaptação às novas ameaças.

Desafios e Oportunidades Futuras

A implementação do PSGIC-Def ocorre em um contexto onde a relação entre o setor militar e a política é cada vez mais complexa, o que pode afetar a vulnerabilidade a ataques cibernéticos e a eficácia das soluções. Além disso, a necessidade de adotar protocolos robustos de segurança da informação, como recomendado pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), destaca a importância de uma abordagem abrangente e multidisciplinar para proteger as infraestruturas críticas e os dados sensíveis.

Fonte: DCiber.org

Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).