O Navio-Aeródromo Multipropósito (NAM) “Atlântico”, a capitânia da Esquadra brasileira, não apenas lidera em tamanho, mas também em capacidades médicas dentro da frota da Marinha do Brasil (MB). Equipado com o segundo maior Complexo Médico de todos os navios da MB, o “Atlântico” se destaca por sua infraestrutura única que inclui um acesso interno para ambulâncias, uma raridade entre navios militares.

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Facilidades Logísticas e Médicas

Este acesso é possível graças ao elevador de aeronaves de ré do navio, que conecta diretamente ao convés de voo e ao corredor de atendimento médico. Esta configuração permite uma agilidade sem precedentes no tratamento de emergências, seja para receber pacientes externos via helicóptero ou para transportar rapidamente pacientes internos para hospitais em terra.

Estrutura do Complexo Médico

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Setor odontológico é o maior dentre os navios da Esquadra – Imagem: Segundo-Sargento DA Flávia

O Complexo Médico do “Atlântico” é uma instalação completa capaz de lidar com casos de pequena e média complexidades. Entre suas facilidades estão:

  • UTI: Equipada com dois leitos para a estabilização de casos críticos.
  • Banheira Termal: Utilizada para procedimentos de aquecimento ou resfriamento corporal.
  • Sala de Trauma: Destinada ao tratamento de cortes e realização de curativos simples.
  • Centro Cirúrgico: Para intervenções cirúrgicas de urgência de pequeno e médio porte.
  • Consultório Odontológico: Com capacidade para realizar uma ampla gama de procedimentos dentários.
  • Laboratório: Oferece uma variedade de testes diagnósticos incluindo bioquímicos e virológicos.
  • Enfermaria: Com oito leitos para o tratamento continuado de pacientes.
  • Farmácia e Recepção: Completas para o suporte ao tratamento e acolhimento dos pacientes.
  • Copa: Suporte nutricional adaptado às necessidades dos pacientes.

Equipe Médica e Capacidades

Técnica em patologia no laboratório do Complexo – Imagem: Segundo-Sargento DA Flávia

No dia-a-dia, a equipe é composta por uma médica, uma dentista e seis enfermeiros, com capacidade ampliada durante viagens devido à necessidade operacional. A equipe é reforçada por três médicos adicionais (cirurgião geral, anestesista, e clínico geral), um oficial farmacêutico, e mais cinco enfermeiros, incluindo um técnico em patologia clínica.

Impacto Humanitário e Social

O “Atlântico” também desempenha um papel vital em missões humanitárias, como demonstrado durante a Operação “Aspirantex” e o apoio à população de São Sebastião (SP) após as fortes chuvas. Essas operações não apenas ajudam a população necessitada mas também demonstram a capacidade de resposta rápida e eficaz do navio em situações de crise.

Marcelo Barros, com informações da Agência Marinha
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Assessoria de Comunicação (UNIALPHAVILLE), MBA em Jornalismo Digital (UNIALPHAVILLE), Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).