A Marinha do Brasil (MB) mobilizou uma impressionante operação de guerra para prestar auxílio à população do Rio Grande do Sul, que enfrenta desastres naturais decorrentes de enchentes e fortes temporais. O destaque desta missão é o Navio-Aeródromo Multipropósito (NAM) “Atlântico”, considerado a Capitânia da Esquadra brasileira e o maior navio de guerra da América Latina. Sua partida da Base Naval do Rio de Janeiro está programada para esta quarta-feira (8), com destino à cidade de Rio Grande (RS), no litoral gaúcho .

AUXÍLIO MULTIFACETADO EMERGINDO DAS ÁGUAS

O NAM “Atlântico” não estará sozinho nessa missão de solidariedade. Além de levar oito embarcações de médio e pequeno porte para auxiliar no resgate e transporte de suprimentos, o navio transportará duas estações móveis para tratamento de água, capazes de produzir até 20.000 litros de água potável por hora. Esta iniciativa visa suprir parte da demanda das cidades que sofrem com a escassez decorrente do rompimento das barragens .

ESFORÇOS COORDENADOS PARA A RECONSTRUÇÃO

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Fragata “Defensora”

Antecipando-se às etapas de reconstrução das cidades afetadas, a Marinha do Brasil enviará 40 viaturas e 200 militares Fuzileiros Navais para desobstruir as vias de acesso e fornecer suporte de saúde, com equipes compostas por médicos e enfermeiros. Além do NAM “Atlântico”, outros recursos serão mobilizados, incluindo três aeronaves, o Navio de Apoio Oceânico “Mearim” e o Navio-Patrulha Oceânico “Amazonas”. A Fragata “Defensora” também seguirá com um carregamento de doações e suprimentos para a região sul do país .

RESCATE AÉREO E EQUIPES DE PRONTIDÃO

Desde o início da operação, as equipes de resgate aéreo da Marinha já salvaram mais de 150 pessoas, e esse esforço será reforçado com a chegada dos navios, que trarão consigo mais oito aeronaves, além das quatro que permanecem de prontidão no estado. No total, serão doze helicópteros atuando no contínuo resgate aos moradores ilhados em áreas de difícil acesso .

APOIO INTEGRADO PARA ENFRENTAR A ADVERSIDADE

A mobilização da Marinha do Brasil em apoio ao Comando Conjunto Operação Taquari II visa levar o máximo de apoio possível aos moradores atingidos pelas enchentes e temporais no Rio Grande do Sul. Além das equipes da Capitania dos Portos de Santa Catarina e das Delegacias das Capitanias dos Portos de Laguna, Itajaí e São Francisco do Sul, a operação conta com o suporte de quatro Esquadrões de Helicópteros e Grupamentos de Fuzileiros Navais do Rio Grande e do Comando da Força de Fuzileiros da Esquadra .

Marcelo Barros, com informações da Marinha do Brasil
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Assessoria de Comunicação (UNIALPHAVILLE), MBA em Jornalismo Digital (UNIALPHAVILLE), Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).