Cascavel (PR) – O Exercício Paraná, um dos maiores do Brasil, acontece nesta semana, de 12 a 16 de setembro, no Quartel General da 15ª Brigada de Infantaria Mecanizada, em Cascavel, Paraná. O Exercício envolve 13 países. Além do Brasil, participam militares da Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Espanha, Estados Unidos, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai. Ao longo do exercício, os oficiais de estado-maior dessas nações amigas traçam estratégias para pôr em prática uma grande ação de ajuda humanitária a um país fictício e hipoteticamente localizado na América do Sul.

Na situação criada para o Exercício, o país denominado “Amarelo” enfrenta uma séria instabilidade política, econômica e social. Para piorar, sofre com as fortes chuvas, fator que agrava a crise. Com a catástrofe natural, a situação torna-se caótica em todo o território. Em estado de calamidade e sem condições de resolver os problemas sozinho, o Governo “Amarelo” solicitou apoio internacional da Organização dos Estados das Américas (OEDA), uma organização criada de forma fictícia, no contexto do Exercício.

O Exercício Paraná III serve de preparação para um grande exercício que ocorrerá no terreno em 2023 e consolidará ainda mais o Brasil como uma referência mundial em missões de ajuda humanitária.

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O Exercício destaca-se também pela alta tecnologia empregada. Com modernos computadores, sistemas desenvolvidos pelo próprio Exército e recursos humanos qualificados, o Exercício Paraná III é marcado pela conectividade e segurança cibernética, o que proporciona eficiência e produtividade aos trabalhos. Notebooks, mapas, telefones, projetores e telões espalham-se pelas salas do Centro de Operações. Já na estrutura da Direção do Exercício, um simulador de reconhecimento aéreo, com óculos de realidade virtual, imerge os participantes em diferentes cenários. Esses recursos facilitam a identificação de situações, economizam recursos, evitam o desgaste físico e adestram os militares, desde o soldado em solo até o General tomando decisões a partir de um helicóptero.

Do lado de fora, um caminhão armazena a estrutura de tecnologia de informação e distribui pontos de acesso aos usuários. Com internet por satélite, transportável e sem necessidade de infraestrutura extra, como energia elétrica, o veículo pode ser usado como um centro de operações móvel completo.

“Temos ferramentas e analistas para proteger os ativos e a infraestrutura do Exército Brasileiro, garantir a segurança da informação e a defesa cibernética. Fazemos monitoramento e bloqueios necessários para evitar males à rede ou acesso a conteúdos inadequados, mas com disponibilidade da internet para assessorar os militares em seus planejamentos. Nossa tríade é baseada em eficiência, conectividade e segurança”, explicou o Capitão Renato Monteiro, Subcomandante da 15ª Companhia de Comunicações Mecanizada, de Cascavel, e um dos responsáveis por todo o aparato tecnológico do Exercício Paraná.

No dia 13 de setembro, o Comandante Militar do Sul, General de Exército Fernando Jose Sant’Ana Soares e Silva, acompanhou o exercício e falou com jornalistas. Os profissionais da imprensa tiveram a oportunidade de fazer uma visita guiada ao Exercício.

Fonte: Comando Militar do Sul

Marcelo Barros, com informações do Exército Brasileiro
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Assessoria de Comunicação (UNIALPHAVILLE), MBA em Jornalismo Digital (UNIALPHAVILLE), Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).