A relação entre as forças armadas brasileiras e americanas recebe um novo capítulo com a realização do Exercício Munduruku VII, preparatório para o ambicioso Exercício CORE 24. Este evento simboliza mais do que uma simples cooperação militar; ele representa uma ponte estratégica para a interoperabilidade e o fortalecimento de laços entre Brasil e Estados Unidos.

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Preparação Intensiva

Entre os dias 1º e 4 de abril, o 52° Batalhão de Infantaria de Selva, localizado em Marabá (PA), foi palco de um rigoroso treinamento. As atividades englobaram desde instruções de Conduta em Combate até o emprego de Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas (SARP). A diversidade de técnicas e procedimentos abordados visa aprimorar a capacidade de resposta das tropas, especialmente aquelas empregadas no ambiente amazônico, crucial para a soberania nacional e a proteção de nossas riquezas naturais.

Força-Tarefa Multidisciplinar

A força-tarefa designada para representar o Brasil no CORE 24 é uma verdadeira demonstração da multifacetada capacidade de nossa Base Industrial de Defesa. Composta por unidades especializadas – incluindo artilharia de selva, logística, comunicações e engenharia de combate -, essa equipe não apenas levará ao solo americano a excelência militar brasileira, mas também absorverá conhecimentos valiosos para futuras operações conjuntas.

Um Legado de Cooperação

O CORE 24 não é apenas um exercício; é o resultado de um compromisso bilateral entre Brasil e Estados Unidos, com exercícios anuais programados até 2028. Essas operações combinadas são essenciais para o compartilhamento de experiências e o aumento da interoperabilidade entre as forças armadas dos dois países. Já foram realizadas edições anteriores em São Paulo, Amapá e nos Estados Unidos, cada uma contribuindo para o estreitamento dos laços e o aperfeiçoamento conjunto das capacidades de defesa.

Perspectivas Futuras

Olhando para o futuro, o Exercício CORE 24 e eventos similares são vitais para a manutenção da segurança pública e a defesa do território nacional. Eles não apenas reforçam a posição do Brasil no cenário internacional como potência cooperativa, mas também promovem a atualização contínua de técnicas e estratégias militares, garantindo a prontidão e eficácia de nossas forças armadas.

Marcelo Barros, com informações do Exército Brasileiro
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Assessoria de Comunicação (UNIALPHAVILLE), MBA em Jornalismo Digital (UNIALPHAVILLE), Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).