Crédito: Sd Weynner

O governador de Rondônia, coronel Marcos Rocha (Sem Partido), avalia com o governo federal a possibilidade de transferir para outros estados pacientes com covid-19 que aguardam vagas em unidades de terapia intensiva. Dados da secretaria estadual de saúde apontam que, até sábado (23), havia 543 pessoas internadas com a doença. Rocha, entretanto, não citou a quantidade de pacientes a serem transferidos.

A declaração foi feita neste domingo (24) durante uma live no Facebook para tratar do recebimento de novas doses da vacina de Oxford. Rondônia recebeu, até o momento, 13 mil doses.

De acordo com o governador, no sábado, foi feito um contato com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para debater a questão. A medida seria uma alternativa para desafogar a rede de saúde no estado, que já está com 100% dos leitos ocupados.

“Apesar de todas as ações desenvolvidas pelo estado de Rondônia, infelizmente as festas e o avanço rápido da doença fizeram com que nossos leitos ficassem todos ocupados. Desde sexta-feira, estamos trabalhando muito com a transferência de pacientes para hospitais federais no território brasileiro”, disse o governador.

Rocha destacou ainda que estuda uma alternativa para evitar a transferência de pacientes, também debatida com o Ministério da Saúde. O plano B seria o envio de médicos e equipamentos por parte do governo federal para atender os pacientes.

“Essa madrugada, nós tivemos outra possibilidade: de o governo federal trazer médicos, mais monitores multi-paramétricos, mais bombas de infusão para que pudéssemos, então, atender os pacientes aqui. Porque temos pessoas contaminadas pela covid-19 que estão aguardando a possibilidade de ir para a UTI”, afirmou Rocha, sem dar mais detalhes sobre as negociações.

Desde o início dos registros de casos da pandemia, são 116.133 casos confirmados em Rondônia, sendo 18.350 casos ativos e 2.097 óbitos. Ontem, foram registrados 933 novos casos e 12 óbitos.

Durante o pronunciamento, o governador ressaltou a necessidade de a população reforçar medidas de distanciamento social e de prevenção contra o vírus – entre elas, o uso de máscaras, de álcool em gel. Rocha destacou que a prevenção é agir para proteger “uns aos outros”.

“Há uma necessidade que eu quero deixar bem claro para toda a população: a prevenção é o melhor remédio neste momento. Vamos vencer, sim, essa pandemia, mas precisamos agir neste momento com a prevenção”, afirmou. “Peço que não façam festas, não façam aglomerações, ainda que de família ou com amigos. Evitem os churrascos de final de semana. Nós estamos em guerra”, disse.

Fonte: Agência Brasil

Marcelo Barros
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).

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