Em uma demonstração de força e solidariedade, a Marinha do Brasil (MB) enviou um impressionante contingente de recursos humanos e materiais para o Rio Grande do Sul, em resposta às severas enchentes que castigaram o estado no final de abril. Com a chegada de dois Carros Lagarta Anfíbios (CLAnf) e uma frota de caminhões, a MB reforça seu compromisso com a segurança e bem-estar da população brasileira.

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Resposta Rápida e Efetiva

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Desde o surgimento das enchentes, a Marinha do Brasil mobilizou cerca de dois mil militares, apoiados por 70 viaturas e 11 aeronaves. O esforço conjunto envolveu também a operação de 50 embarcações de diferentes portes e o envio de oito navios para a região, destacando-se o Navio-Aeródromo Multipropósito (NAM) “Atlântico”, a maior embarcação de guerra da força naval, que também chegou ao estado neste fim de semana. Essa mobilização massiva tem um duplo objetivo: minimizar os impactos das enchentes e apoiar as autoridades locais no trabalho contínuo de resgate e recuperação.

Capacidades dos Carros Lagarta Anfíbios

Os CLAnf, em particular, representam uma capacidade crítica nesta operação. Operando tanto em terra quanto na água, esses veículos são peças fundamentais nas operações de desembarque anfíbio, permitindo aos Fuzileiros Navais uma versatilidade inigualável em condições adversas. Com autonomia para navegar por sete horas e percorrer até 321 km em terra, os CLAnf são projetados para superar obstáculos naturais severos, como as arrebentações de até três metros, proporcionando uma resposta ágil e eficaz nas áreas mais afetadas.

Ação Conjunta dos Fuzileiros Navais

O Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais em Apoio à Defesa Civil tem sido a espinha dorsal desta operação. Já atuando no estado desde o início de maio, o grupamento foi reforçado com a chegada de mais 300 militares, que chegaram a bordo do NAM “Atlântico”. Este grupo tem uma missão clara: desobstruir vias, resgatar pessoas isoladas e garantir a distribuição de alimentos, água e outros recursos vitais para as comunidades deslocadas pelas águas.

A integração entre forças armadas, indústria nacional e academia, conhecida como a tríplice hélice, é evidente no desenvolvimento e aplicação de tecnologias como os CLAnf. Essa colaboração é essencial para fortalecer a Base Industrial de Defesa e garantir que o Brasil continue a responder eficazmente a desastres naturais com recursos e conhecimento nacionais.

Marcelo Barros, com informações da Agência Marinha
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Assessoria de Comunicação (UNIALPHAVILLE), MBA em Jornalismo Digital (UNIALPHAVILLE), Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).