Imagem: Divulgação

Após um período de quase três anos de inatividade, marcado por desafios e incertezas, a Ceitec, a fábrica estatal de chips localizada em Porto Alegre, celebra um novo capítulo em sua história. A cerimônia que marcou o reinício de suas operações, contando com a presença de figuras-chave como a ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, simboliza mais do que apenas a reativação de uma fábrica; representa um renascimento tecnológico e uma aposta confiante no futuro da indústria de semicondutores no Brasil.

Investimentos e Parcerias: Rumo à Autossuficiência

A trajetória para a revitalização da Ceitec é pavimentada com um robusto investimento de R$ 116 milhões, parte integrante da chamada nova rota tecnológica do governo federal. Este montante não apenas assegura a retomada das operações, mas também sinaliza um compromisso firme com o avanço tecnológico e a inovação. Com o apoio de seis grandes empresas do setor eletroeletrônico, a Ceitec está bem posicionada para alcançar seu objetivo de se tornar independente de recursos estatais em um período de sete anos, inserindo-se de forma competitiva no mercado.

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Contexto Global e Estratégia de Mercado

Este movimento ocorre em um contexto global desafiador, marcado por uma crise de escassez de chips exacerbada pela pandemia. Nesse cenário, a retomada das operações da Ceitec não é apenas uma vitória para a indústria nacional, mas também um passo estratégico para o Brasil se posicionar como um player relevante no mercado global de semicondutores. A meta de conquistar 7% do mercado sul-americano reflete uma visão ambiciosa, alinhada com as necessidades emergentes de inovação e tecnologia na região.

Impacto no Desenvolvimento Tecnológico e Setorial

Além do significado econômico, a produção da Ceitec tem implicações diretas em importantes metas governamentais. A fabricação de semicondutores será fundamental para o desenvolvimento do setor automotivo, especialmente com o foco em carros elétricos, e para a transição energética do país. A Ceitec, criada em 2008 e vinculada ao Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI), já é reconhecida por sua expertise em desenvolvimento e fabricação de semicondutores, desempenhando um papel crucial em diversos setores, como saúde e agronegócio.

Um Passo Estratégico para o Futuro

A retomada das operações da Ceitec é mais do que um marco para a indústria brasileira; é um testemunho da resiliência e do comprometimento do país com o avanço tecnológico e a inovação. Em uma era dominada pela tecnologia e pela necessidade de soluções sustentáveis, a Ceitec se posiciona não apenas como uma fábrica de semicondutores, mas como um símbolo de progresso e potencial para o Brasil no cenário global.

Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).