Nos últimos dias de abril de 1945, as tropas da Força Expedicionária Brasileira (FEB) executaram uma das manobras mais audaciosas e decisivas da Campanha da Itália durante a Segunda Guerra Mundial. Sob a liderança competente do III Grupo da FEB, conhecido como “Grupo Souza Carvalho”, o cerco em Collecchio-Fornovo não apenas demarcou um ponto de virada no teatro europeu, mas também solidificou o legado do Brasil no conflito global.

A Estratégica Manobra de Collecchio-Fornovo

Na madrugada de 28 de abril de 1945, o tenente-coronel Souza Carvalho, comandante do III Grupo da FEB, recebeu a ordem crucial de enviar uma bateria para apoiar o I Batalhão do 6° Regimento de Infantaria (RI) contra as tropas alemãs que recuavam para o norte. Com o deslocamento habilmente executado pela 2ª Bateria sob o comando do Capitão Valmiki Erichsen, as forças brasileiras alcançaram Collecchio, preparando-se para um confronto iminente.

A Batalha e a Rendição

As tropas do 6º RI, lideradas pelo coronel Nelson de Mello, avançaram com determinação apesar da resistência feroz. As condições do terreno e a dificuldade de comunicação não impediram que os brasileiros exercessem uma pressão ininterrupta sobre o inimigo. Na noite de 29 de abril, após intensos combates e estratégicas negociações, um total de 16.000 soldados alemães e italianos rendeu-se às forças brasileiras, marcando uma das maiores capitulações de tropas do Eixo na Itália.

Impacto e Reconhecimento

Este evento não só demonstrou a eficácia e bravura das forças brasileiras em campo, mas também garantiu ao Brasil um papel significativo nos esforços aliados na Europa. A manobra de Collecchio-Fornovo é celebrada como um exemplo do espírito combativo e da competência militar brasileira, com o Marechal Mascarenhas de Moraes destacando o desempenho excepcional das tropas, comparáveis às mais experientes divisões aliadas.

Marcelo Barros
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).