Em Inteligência na guerra, o historiador militar John Keegan concentra sua atenção – e a do leitor – na arte e na ciência de trabalhar com a informação em circunstâncias conflitivas. Essa área, conhecida como “inteligência”, abrange desde aspectos “românticos” – associados às atividades de espiões, agentes duplos e traidores – até dados técnicos como radiação eletromagnética, escuta de som, observação por satélite e detecção de vestígios nucleares. Num relato acessível e interessante, Keegan revela episódios das guerras dos últimos séculos para ilustrar as complexidades inerentes às batalhas da inteligência. Examina, por exemplo, a Primeira Guerra (que trouxe o rádio e a rádio-escuta para o campo de batalha), a Segunda Guerra (caracterizada por extraordinário progresso técnico no campo militar e no da inteligência) e ações bélicas mais recentes, como a Guerra das Malvinas e a atual guerra contra o terrorismo. O autor demonstra que a inteligência, essencial para vencer uma guerra, não é suficiente em si mesma: o domínio do uso da força e fatores como rapidez de decisão, firmeza de propósito e bravura continuam sendo decisivos.

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