A Força Aérea Brasileira (FAB) realizou, em coordenação com o Comando Operacional Conjunto Catrimani, uma missão crítica de Evacuação Aeromédica (EVAM) na noite de 20 de fevereiro de 2024, beneficiando uma comunidade indígena na Terra Indígena Yanomami (TIY). Uma criança de cinco anos, vítima de afogamento na região de Surucucu, foi resgatada e transportada para o Hospital da Criança Santo Antônio (HCSA) em Boa Vista, Roraima, evidenciando a capacidade de resposta rápida e eficaz da FAB em situações de emergência.

Resgate Coordenado e Tecnologia Avançada

blank

O helicóptero H-60L Black Hawk do 7º/8º Grupo de Aviação (Esquadrão Harpia) foi acionado, equipado com óculos de visão noturna (Night Vision Goggles – NVG), permitindo a realização do resgate em condições de baixíssima luminosidade. Essa tecnologia foi fundamental para o sucesso da operação, dada a falta de infraestrutura para voos noturnos ou por instrumentos no aeródromo de Surucucu.

Ação Humanitária e Interagências

A criança, inicialmente socorrida pela comunidade e por uma equipe médica do Distrito Sanitário Especial Indígena Leste (DSEI-Leste) no COE em Parima, foi diagnosticada com infecção por Malária Vivax. Após estabilização, foi transportada a Surucucu para aguardar a EVAM. Acompanhada de sua mãe e da médica do DSEI-Leste, Carla Rodrigues, foi embarcada para a Base Aérea de Boa Vista (BABV), onde uma ambulância do SAMU a aguardava para o transporte final ao HCSA.

Especialistas em Resgate a Bordo

Durante o voo, a criança permaneceu sob os cuidados da médica e foi assistida por Homens-SAR da tripulação, especialistas em resgate, que ajudaram na redução da febre e fornecimento de oxigênio, garantindo sua estabilidade até a chegada.

Compromisso com a Saúde e Bem-estar

A missão reitera o compromisso das Forças Armadas com a saúde e o bem-estar dos brasileiros, especialmente das populações em situações vulneráveis. O Comando Operacional Conjunto Catrimani, juntamente com a Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro e a FAB, continua a apoiar ações humanitárias na TIY, incluindo a distribuição de alimentos e atendimento médico emergencial.

Marcelo Barros, com informações da Agência Força Aérea
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Assessoria de Comunicação (UNIALPHAVILLE), MBA em Jornalismo Digital (UNIALPHAVILLE), Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).