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Militares do Corpo de Bombeiros que estavam em missão no Haiti voltam à Belo Horizonte na tarde desta segunda-feira (13). Foram 21 dias de atividade humanitária, em comitiva com bombeiros de Brasília e militares da Força Nacional.

A corporação atuou em uma região fortemente atingida por um terremoto de magnitude 7,2 na Escala Richter, que mede a intensidade desse fenômeno. Em um cenário que já era devastador, o ciclone tropical Grace também provocou estragos no território haitiano. Mais de 2,2 mil pessoas morreram.

Os bombeiros passaram por cidades completamente destruídas, com problemas de deslocamento e estruturas precárias.

Os militares mineiros também atuaram no resgate às vítimas de Brumadinho e Mariana. A experiência pode ter colaborado no trabalho de buscas em meio aos destroços, desobstrução de vias, construção de pontes, acessos e abrigos.

Sem água

A região de trabalho dos bombeiros não tinha água potável para consumo. A missão foi responsável pela instalação de purificadores de água em diversos pontos de atendimento. A expectativa é reduzir os problemas de saúde.

Os bombeiros também distribuíram alimentos e atuaram com primeiros socorros.

Educação

De acordo com a corporação, um dos casos mais marcantes para os militares foi a revitalização de uma ponte construída em 2009. A estrutura era utilizada, principalmente, para a travessia de crianças até a escola mais próxima.

Antes da construção da ponte, cada uma delas fazia a travessia no colo do Frei Lori, assim conhecido por lá. Ele considerava que a travessia pelo rio, a pé, não era segura para aquelas crianças.

Um outro ciclone que passou pelo Haiti em 2016 abalou essa construção, com o rompimento de cabos. Os militares que integraram a comitiva brasileira ajudaram a consertar a ponte, permitindo o retorno da travessia com segurança.

A missão

Inicialmente, o avião decolou de Brasília, na manhã deste domingo (22), com mais de sete toneladas de suprimentos. Mas uma “questão técnica” levou a Força Aérea Brasileira (FAB) a substituir a aeronave.

A troca de avião foi feita na Base Aérea do Cachimbo, no Pará. O problema não foi detalhado. A nova aeronave decolou de Boa Vista (RR) na manhã desta segunda-feira (23).

Depois de desembarcarem em Porto Príncipe, os militares se reuniram na sequência com a ministra-conselheira Marissol Tereza Chaves Romaris, do Ministério das Relações Exteriores.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a reunião foi importante para apresentar aos militares sobre a situação do país e começar a planejar as ações da equipe.

Experiência na bagagem

A equipe do Corpo de Bombeiros de Minas que esteve no Haiti é composta por quatro militares: capitão Tiago Costa, tenente Rafael Rocha, sargento Wesley Bernardes Faria e sargento Thales Leite Braga.

Eles são especialistas em operações de salvamento e gestão de desastre, com experiência em casos de desmoronamentos, podendo atuar em atividades como planejamento e inteligência de busca, realizando mapeamento estratégico, georreferenciamento e busca aérea.

E atuaram após as tragédias de rompimentos de barragens em Mariana, em 2015, e Brumadinho, em 2019.

“A frase que nós temos é que é melhor estar preparado para o impossível do que ser surpreendido pelo inesperado”, disse o capitão Tiago Costa em uma entrevista no ano passado.

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