No coração de Bogotá, lideranças brasileiras e colombianas se reuniram para discutir futuras colaborações em defesa e tecnologia. A presença de figuras chave, como o Secretário-Geral do Ministério da Defesa do Brasil, Luiz Henrique Pochyly, e o Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, sublinha a importância desse encontro. Juntos, eles exploraram oportunidades significativas para ambos os países, destacando a vontade mútua de aprofundar laços estratégicos.

POTENCIAIS PARCERIAS EM DEFESA

Um dos focos do diálogo foi a possível aquisição, pela Colômbia, de equipamentos militares brasileiros de alta tecnologia, como as aeronaves KC-390 e Gripen, e submarinos. Essa discussão não apenas fortalece a posição do Brasil como um líder em tecnologia de defesa na América do Sul, mas também promove a Base Industrial de Defesa (BID) brasileira, um pilar para o desenvolvimento econômico e tecnológico nacional.

DESENVOLVIMENTO CONJUNTO E TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA

Durante o encontro, foi estabelecido um compromisso para desenvolver um plano de cooperação focado no desenvolvimento conjunto da indústria de produtos de defesa. Este plano inclui não apenas a transferência de tecnologia, mas também a capacitação e a integração das cadeias de suprimento de ambos os países, representando um passo significativo para a integração regional e a cooperação sul-americana em termos de segurança e defesa.

IMPACTO ECONÔMICO E EXPECTATIVAS FUTURAS

As palavras do Ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, durante sua apresentação na Câmara dos Deputados, ressaltam o impacto econômico considerável da indústria de defesa. Com 4,78% de contribuição para o PIB e quase 3 milhões de empregos gerados, a BID não é apenas um setor estratégico, mas também uma fonte vital de emprego e inovação. As expectativas para 2024 são otimistas, com previsões de dobrar os resultados alcançados em 2023, refletindo um crescimento robusto e sustentado.

IMPORTÂNCIA DA VISITA

O encontro entre Brasil e Colômbia reafirma o compromisso de ambos os países com a segurança regional e o desenvolvimento econômico através da inovação em defesa. As discussões sinalizam um futuro promissor para a cooperação sul-americana em defesa, com benefícios que transcendem as fronteiras nacionais.

Marcelo Barros, com informações do Ministério da Defesa
Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).