O blindado Centauro II, fabricado pelo consórcio italiano Iveco-Oto Melara/ Reprodução

A modernização do arsenal do Exército Brasileiro dá um passo significativo com a aquisição do Centauro II, um blindado antitanque de ponta produzido pela Iveco-Oto Melara (CIO). Com um investimento total de R$ 5 bilhões, o Brasil aguarda a chegada de dois carros de combate Centauro II em maio de 2024, somando-se aos quatro já entregues de um total de 98 unidades previstas até 2031. Esta compra pode ainda ser expandida para 211 blindados, marcando um momento crucial na renovação do arsenal nacional.

Desenvolvimento e Especificações

O Centauro II é um caça tanque 8×8, equipado com um canhão de 120 mm de longo alcance e capaz de resistir a tiros de até 40mm. Apesar de possuir menos blindagem e não se deslocar sobre lagartas como os tanques pesados tradicionais, o Centauro se destaca por sua velocidade e capacidade de manobra em diversos terrenos, graças à sua suspensão avançada e baixa pressão nominal no solo.

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Os primeiros dois Centauros chegaram ao Brasil em 2022 e passaram por ajustes para atender às necessidades específicas do Exército Brasileiro. Entre essas personalizações, está a implementação de rádios Mallet para comando e controle do blindado, produzidos pela Indústria de Material Bélico do Brasil (Imbel). Esta adaptação reflete a abordagem proativa do Exército em integrar tecnologias locais aos equipamentos importados.

Estratégia e Implementação

Os veículos que chegarão em maio serão enviados para o regimento de Santa Maria (RS), onde serão usados para treinar e desenvolver doutrinas para os militares. Este processo faz parte do planejamento estratégico do Exército, que prevê a entrega de nove Centauros até o final de 2024. A transferência tecnológica no âmbito do consórcio com a CIO permitirá a produção da plataforma veicular e da torre do canhão em solo brasileiro, proporcionando ao Brasil autonomia na montagem do blindado a partir de 2027.

Contexto de Modernização

A chegada do Centauro II ao Brasil representa um avanço significativo na modernização do arsenal do Exército, especialmente em comparação com os atuais tanques Leopard 1 e M60, considerados obsoletos. Enquanto o Leopard 1 e o M60 são tanques pesados de décadas passadas, o Centauro II oferece um equilíbrio entre poder de fogo, mobilidade e tecnologia avançada, sendo considerado um dos melhores em sua categoria.

Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).