Em artigo publicado nesta segunda-feira (21/12), no Correio Braziliense, o Ministro da Defesa, Fernando Azevedo, destacou os principais feitos das Forças Armadas do Brasil no ano de 2020.

Leia a íntegra do artigo:

“2020: Forças Armadas e o Brasil

Aproxima-se o fim de um ano que merece reflexões de toda ordem, particularmente, na área de Defesa. Falar em defesa é falar na proteção do país e da sua população, nas mais diversas formas. O ano começou com uma ameaça aterrorizando o outro lado do mundo e que poderia chegar ao Brasil, o novo coronavírus. Em fevereiro, quando ainda não se falava em pandemia, enviamos duas aeronaves da Força Aérea à China para resgatar um grupo de brasileiros. Logo em seguida, iniciamos a Operação Covid-19. Criamos comandos conjuntos, integrados pelas três Forças Armadas, para permitir o apoio às ações do governo federal, dos estados e dos municípios, em todos os cantos do país. Mobilizamos a indústria nacional e unimos esforços. A logística típica de guerra adaptou-se para o combate ao inimigo invisível e feroz.

Passados nove meses, os números impressionam: em parceria com outros ministérios, empregamos, diariamente, mais de 34 mil militares; descontaminamos mais de sete mil locais públicos; levamos atendimento de saúde a aproximadamente 155 mil indígenas; entregamos cerca de 6,5 milhões de kits de alimentação; aviões militares voaram o equivalente a 25 voltas ao mundo. As ações continuam e, no momento, nós nos preparamos para apoiar a vacinação.

Simultaneamente, os militares foram mobilizados para, junto às agências ambientais e de segurança pública, combater ilícitos na Amazônia. A Operação Verde Brasil-2 permitiu a coordenação, o apoio logístico e a segurança necessária ao desenvolvimento das ações. Os resultados foram expressivos: mais de 4 mil multas aplicadas, representando cerca de R$ 1,8 bilhão; foram apreendidos mais de 180 mil metros cúbicos de madeira e de 154 mil toneladas de minério; mais de 7,6 mil focos de incêndio foram combatidos; no total, mais de 58 mil ações realizadas. De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, nos últimos quatro meses, o desmatamento caiu 19% em relação ao mesmo período do ano anterior — em novembro, a queda foi de 45%.

Ao longo do ano, Marinha, Exército e Força Aérea também foram empregados em outras regiões, combatendo incêndios no Pantanal, apoiando eleições municipais em todo o país, recebendo imigrantes venezuelanos na Operação Acolhida, atuando na crise energética no Amapá, levando saúde às populações ribeirinhas e água ao sertão nordestino por meio da Operação Pipa — ação emergencial que já dura 22 anos.

Tudo isso sem que se descuidasse da principal missão das Forças Armadas: o preparo para a defesa da pátria e a preservação da nossa soberania, no mar, em terra e no ar. As Forças mantiveram os treinamentos de defesa do território, ao mesmo tempo em que patrulhavam o espaço aéreo, a Amazônia Azul e a vasta fronteira do Brasil.

A estratégia da dissuasão e da presença tem sido uma opção segura e, nesse caminho, devemos concentrar esforços. Os Projetos Estratégicos, importantes para recuperar e manter a capacidade operacional, continuam avançando, com a ajuda do governo federal, demandando atenção permanente. Este ano, o primeiro caça Gripen voou nos céus do Brasil. Outros estão a caminho. O submarino Humaitá, segundo o Programa de Submarinos da Marinha, iniciou os testes de mar. No Exército, o blindado Guarani vai sendo entregue à tropa, e o lançador de foguetes Astros incorpora novas capacidades. O poder dissuasório é o mais eficaz instrumento da paz, certeza de proteção, desenvolvimento tecnológico e geração de empregos.

Nosso país possui dimensões continentais e riquezas naturais inigualáveis. Não há como comparar o Brasil a outro país. Todo esse privilégio depende de paz e de estabilidade para que cada cidadão possa realizar suas escolhas. A responsabilidade pela manutenção da paz é um dever de todos os brasileiros. Congressistas, acadêmicos, jornalistas, empresários e todos com visão de futuro estão convidados a discutir defesa. Precisamos do entendimento e do apoio da sociedade para continuar garantindo a paz, uma conquista silenciosa e nem sempre percebida.

Proteger esta nação é o trabalho mais nobre das Forças Armadas. A Política Nacional de Defesa e a Estratégia Nacional de Defesa, aprovadas pelo presidente Jair Bolsonaro e enviadas ao Congresso Nacional, representam importantes marcos. Que, em 2021, avancemos nesse debate, pois defesa não se improvisa. Defesa não é gasto, é investimento. E a paz não é uma garantia, é uma conquista.”

Fonte: Ministério da Defesa

Marcelo Barros
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).

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