O Hangar do Zeppelin, situado na Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, é uma relíquia da era dos dirigíveis e um símbolo fascinante da história da aviação mundial. Construído originalmente pela Luftschiffbau Zeppelin, esta estrutura imponente foi projetada para abrigar os lendários dirigíveis Graf Zeppelin e Hindenburg. Desde sua inauguração em 26 de dezembro de 1936, o hangar não só facilitou a linha regular de transportes aéreos entre a Alemanha e o Brasil, mas também se tornou um pilar fundamental para a Força Aérea Brasileira (FAB), servindo como base para o 1º Grupo de Aviação de Caça (1° GAvCa).

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Arquitetura monumental

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Com suas dimensões colossais de 274 metros de comprimento, 58 metros de altura e largura, e um portão principal que pesa 80 toneladas e pode ser aberto completamente por motores elétricos ou manualmente, o Hangar do Zeppelin é uma maravilha da engenharia. A torre de comando, localizada no topo a 61 metros de altura, domina a paisagem, oferecendo uma vista panorâmica da base e suas operações.

Preservação histórica e cultural

Em reconhecimento à sua importância histórica e arquitetônica, o Hangar do Zeppelin foi oficialmente tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em março de 1998. Este tombamento não apenas preserva sua estrutura física mas também garante que futuras gerações possam aprender e se inspirar na rica história da aviação que ele representa.

Utilização contemporânea

Atualmente, o hangar continua a ser um recurso vital para a Força Aérea Brasileira, sendo utilizado para a manutenção e abrigo de aeronaves. Esta função moderna coexiste com sua estatura histórica, permitindo que continue a ser um centro de atividade aeronáutica enquanto serve como um elo vivo com o passado da aviação.