Cerimônia de Posse do Comandante da Marinha do Brasil, Almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen

A Marinha do Brasil enfrenta uma séria crise que ameaça a segurança nacional, e o comandante da Força Naval, almirante Marcos Sampaio Olsen, faz um alerta urgente. A capacidade da Marinha de proteger as águas do Brasil e suas fronteiras está em perigo, e as implicações são preocupantes. Neste artigo, vamos explorar os principais pontos destacados pelo comandante e entender por que a situação atual requer ação imediata.

Investimentos Críticos em Declínio

A Força Naval brasileira enfrenta aposentadoria iminente de 40% de suas embarcações nos próximos cinco anos. Essa redução drástica coloca o país em risco de ameaças externas, tornando as costas brasileiras mais vulneráveis. Além disso, os efeitos do ajuste fiscal do governo têm impactado negativamente a capacidade da Marinha de manter seus recursos essenciais, como combustível e munições.

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Recursos Escassos para Manutenção

Para garantir a segurança e eficácia de suas operações, a Marinha precisa de um suprimento adequado de combustível e munições. No entanto, em 2023, apenas uma fração do orçamento necessário para reabastecer a munição foi alocada, colocando em risco a prontidão da Força. Além disso, a falta de combustível adequado pode afetar a capacidade da Marinha de dissuadir ameaças à segurança nacional.

Investimentos Perdidos e Meios à Beira da Aposentadoria

Nos últimos cinco anos, a Marinha perdeu R$ 3,3 bilhões em investimentos cruciais para a manutenção de sua infraestrutura. Atualmente, 43 embarcações estão à beira do fim de sua vida útil, incluindo meios de defesa, patrulha costeira e hospitais que atendem áreas vitais do país. Embora a Força deva receber algumas novas embarcações, o impacto dessa perda de meios é significativo.

Medidas para Enfrentar a Crise

O comandante da Marinha propõe medidas para mitigar a crise, incluindo a diminuição do pessoal militar de carreira em favor de temporários e a realização de concursos para preencher vagas civis, reduzindo os custos com pessoal da Força. Essas ações são vistas como cruciais para garantir que a Marinha possa continuar a cumprir sua missão de proteger o Brasil.

Em resumo, a Marinha do Brasil enfrenta desafios significativos que ameaçam sua capacidade de defesa e segurança. A necessidade urgente de investimentos e recursos adequados é evidente, e ações decisivas são necessárias para garantir que a Força Naval possa cumprir sua missão de proteger as águas do Brasil e suas fronteiras.

Com info do Estadao

Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).