O Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), órgão subordinado ao Ministério da Defesa, celebra duas décadas de criação neste domingo (17). Além do centro de coordenação-geral, em Brasília (DF), o órgão possui três centros regionais estrategicamente localizados em Manaus (AM), Porto Velho (RO) e Belém (PA). O órgão contribui para a preservação do meio ambiente.

O Censipam foi criado para promover a proteção da Amazônia Legal por meio da sinergia das ações de governo, da articulação, do planejamento, da integração de informações e da geração de conhecimento. Em 2020, ampliou a sua área de atuação para a Amazônia Azul, que abrange a extensão marítima brasileira.

“Trabalhamos protegendo um patrimônio que é nosso e somos produtores de insumos e de análises qualificadas, que ajudam as agências que atuam, diretamente, em campo a tomarem ações mais efetivas a partir das análises que o Censipam realiza. Dessa forma, contribuímos para a proteção dos recursos naturais, tema de importância estratégica para o Brasil e para o mundo”, afirmou o Diretor-Geral do Censipam, Rafael Costa.

As informações produzidas pela instituição são utilizadas por vários órgãos que atuam, em conjunto, na Amazônia, nas esferas federal, estadual e municipal, buscando reforçar parcerias e oferecer produtos desenvolvidos pelo sistema de proteção da Amazônia. Essa transversalidade permite o funcionamento articulado e integrado de diversas instituições governamentais em todas as suas instâncias.

Para tanto, a entidade utiliza dados gerados por uma infraestrutura tecnológica, a partir de sensoriamento remoto, radares, estações meteorológicas e plataformas de coleta de dados instaladas nas áreas sob monitoramento. Este conjunto de ferramentas, aliado ao conhecimento e à experiência de recursos humanos especializados, permite desencadear ações para preservação ambiental, proteção e desenvolvimento sustentável dos ambientes amazônicos e marítimos brasileiros.

Painel do Fogo

No último ano, o Censipam realizou um trabalho especial para apoiar o combate às queimadas. Lançada em setembro de 2021, a plataforma de monitoramento Painel do Fogo realiza o agrupamento automático dos focos de calor detectados por satélites, identificando os pontos de fogo em tempo muito próximo do real. Essa funcionalidade possibilita o atendimento de casos urgentes em curto espaço de tempo, além de otimizar o acionamento e a distribuição das equipes de combate, bem como a utilização dos recursos.

Na prática, o Painel do Fogo fornece informações mais assertivas, previne falsas detecções e aprimora o conhecimento sobre a situação real das áreas observadas. A plataforma é pública e disponibiliza diversas informações em um único sistema: imagens noturnas para checar a luminosidade do fogo, imagens óticas para observar a frente de fogo e plumas de fumaça, entre outras. Acesse aqui o Painel do Fogo: paineldofogo.sipam.gov.br.

Marcelo Barros, com informações do Ministério da Defesa
Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).

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