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Em uma operação realizada em 17 de janeiro no Pará, a Polícia Federal (PF) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com apoio da Polícia Militar estadual e do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), agiram de forma decisiva contra o garimpo ilegal. A ação resultou na prisão de sete indivíduos acusados de crimes ambientais e na desativação de pontos de garimpo em Parauapebas e Curionópolis, sudeste paraense.

Prejuízos ao Meio Ambiente e Riscos à Infraestrutura

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PF e ICMBio desativam garimpos ilegais que ameaçavam linhas de transmissão de energia no Pará – Foto: Polícia Federal/Divulgação

Os agentes, além de efetuar as prisões, apreenderam equipamentos e neutralizaram máquinas usadas nos garimpos ilegais, causando um prejuízo estimado em cerca de R$ 1,5 milhão aos financiadores dessas atividades ilícitas. A operação destacou-se pela proteção não apenas do meio ambiente, mas também de infraestruturas críticas, como as linhas de transmissão de energia elétrica da Usina de Belo Monte, cuja integridade estava ameaçada pelas atividades ilegais de garimpo.

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Impacto Ambiental e Ameaça ao Abastecimento de Energia

A PF apontou que, além dos danos ambientais, o garimpo ilegal na região representava um sério risco de desabastecimento de energia elétrica no país, ameaçando o Sistema Interligado Nacional (SIN). A área é conhecida por extrações ilegais recorrentes, com a bacia hidrográfica local sofrendo alta contaminação devido ao uso irregular de mercúrio.

Reação da Comunidade Local

Apesar do sucesso da operação, houve protestos da comunidade local. Moradores de uma vila próxima aos garimpos bloquearam uma via de acesso a Parauapebas, demonstrando o descontentamento com a ação repressiva. O protesto incluiu o uso de pedras e pneus para interromper o tráfego e o lançamento de rojões e pedras contra os agentes públicos.

Compromisso com a Legalidade e a Preservação Ambiental

A operação conjunta da PF e do ICMBio no Pará reflete o compromisso contínuo das autoridades brasileiras em combater o garimpo ilegal e proteger os recursos naturais e infraestruturas críticas do país. Este esforço representa uma importante medida para preservar o meio ambiente e garantir a segurança energética da nação.

Com informações da Agência Brasil

Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).