A destruição da infraestrutura urbana, casas e edifícios, assim como a morte de pessoas e os inúmeros feridos e desabrigados, são algumas das consequências dos terremotos. Um grande número de indivíduos necessita de assistência médica imediata, e neste cenário os militares entram como protagonistas para prestarem atendimento às vítimas.

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Durante o Exercício Cooperación VII, que acontece até o próximo dia 10 de setembro, ocorrerão diversas missões no ambiente simulado que exigirão uma resposta oportuna e a integração das capacidades das Forças Aéreas, atendendo as emergências de forma unificada. Militares de vários países realizam treinamentos para atuarem em resgates de diferentes níveis de complexidade, em um cenário de terremoto de 7 graus na escala sismológica de Richter, na cidade de Palanquero, a 192 km da capital Bogotá.

As equipes foram organizadas em módulos com integrantes militares de diferentes países. O Tenente-Coronel Médico Dalton Muniz Santos, da Diretoria de Saúde da Aeronáutica (DIRSA), ocupa posição estratégica no Comando e Controle das atividades ligadas à saúde operacional. Esta célula gerencia todas as ações de saúde, assim como o recebimento e atendimento às vítimas, gestão das necessidades logísticas e coordenação de evacuação aeromédica dos pacientes para outros pontos de assistência médica especializada. Essa é a primeira vez que a Força Aérea Brasileira (FAB) ocupa uma posição estratégica no Comando e Controle Médico. “Para nós, médicos da FAB, foi de suma importância a ocupação desta posição no Comando e Controle Médico do Sistema de Cooperação das Forças Aéreas Americanas (SICOFAA), como forma de reconhecimento da nossa competência e capacidade de gerenciamento e pronta resposta em salvar vidas no cenário de ajuda humanitária”, disse.

Além do Tenente-Coronel Dalton, outros médicos da FAB participam do Exercício. O Capitão Médico David Pedrosa, do Primeiro Grupo de Transporte de Tropas (1° GTT), atuou em atendimentos no módulo de Assistência nos voos em conjunto com os militares americanos do Critical Care Air Transport Team (CCATT), uma equipe médica de profissionais altamente qualificados e experientes no transporte de pacientes críticos. “Ver de perto como o time CCATT opera foi um experiência enriquecedora. Eles são a referência mundial em missões de Evacuação Aeromédica de alta complexidade. Quando vi a forma como realizam as missões, me surpreendi positivamente. Toda experiência adquirida servirá para elevar a qualidade de nossos processos durante as missões”, enfatiza.

Capacitação
O aprimoramento das atividades da área médica e a troca de experiências entre as Forças Aéreas que participam do Exercício Cooperación VII proporcionam aprendizado para que os militares da Força Aérea Brasileira possam aplicar suas técnicas em ambientes adversos.

No dia 3 de setembro, a Força Aérea Colombiana (FAC) ministrou um exercício de operações conjuntas de padronização e interoperabilidade, em conjunto com a Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), organizado pelo Sistema de Cooperação entre as Forças Aéreas Americanas (SICOFAA).

O treinamento objetivou a assistência a vários pacientes, utilizando-se a abordagem inicial e transferência para maca pelo comando verbal, técnicas de embarque e desembarque na aeronave, incluindo o uso de cesta, procedimentos, processos, técnicas e introdução do protocolo CCATT como padronização do tratamento de cuidados intensivos.

Para a Chefe da equipe médica da Força Aérea Colombiana, Major Angélica Ayala de la Rosa, a capacitação é muito importante para os integrantes do Exercício. “A ideia é transmitir conhecimentos entre as Forças para termos uma capacitação multidisciplinar e adquirir experiências que possamos aplicar ao prestarmos assistência aos pacientes nas missões de catástrofes”, disse.

O Capitão Médico Gustavo Costa do Grupo de Transporte Especial (GTE), que integra a equipe médica da FAB no Exercício, realizou atendimentos no módulo de triagem, local onde os pacientes foram avaliados e redirecionados para a assistência específica, durante a instrução. “Um dos aspectos mais interessantes que pude perceber, como profissional de saúde, foi a integração e a padronização das ações de saúde das diversas Forças Aéreas das Américas. A troca de experiência é o maior ganho, principalmente por aqueles que já tiveram experiências em missões reais com os equipamentos, conhecimentos e doutrinas específicas”, concluiu.

Fotos: Força Aérea Colombiana/FAC; Tenente Raquel Alves / Cecomsaer

Marcelo Barros, com informações da Agência Força Aérea
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Assessoria de Comunicação (UNIALPHAVILLE), MBA em Jornalismo Digital (UNIALPHAVILLE), Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).