Entre os dias 15 e 19 de abril de 2024, a cidade de Mojito, Portugal, tornou-se o centro de uma capacitação crucial para militares de países de língua oficial portuguesa. O evento, realizado na Esquadrilha de Defesa Nuclear, Radiológica, Química e Biológica da Força Aérea Portuguesa, contou com a expertise da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), que ministrou o Curso Avançado e Exercício Final sobre Assistência e Proteção em Resposta a Emergências Químicas.

Participação Internacional

blank

O curso reuniu especialistas em Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (DQBRN) do Exército Brasileiro, além de representantes militares de Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Portugal e São Tomé e Príncipe. Este encontro não só fortaleceu a colaboração internacional entre os países lusófonos, mas também serviu como uma plataforma para a troca de conhecimentos e experiências em um campo de atuação extremamente especializado e vital para a segurança global.

Objetivos e Impactos do Curso

Os participantes do curso se concentraram em aprimorar técnicas e procedimentos para responder eficazmente a incidentes químicos e outros desafios relacionados à defesa DQBRN. O treinamento incluiu simulações práticas e teóricas que prepararam os militares para lidar com possíveis ameaças químicas e biológicas, garantindo que estão prontos para atuar em conformidade com as diretrizes internacionais mais recentes e eficazes.

Desenvolvimento de Doutrinas e Manutenção da Operacionalidade

A capacitação proporcionada pela OPAQ é essencial para o desenvolvimento contínuo das doutrinas de emprego no sistema DQBRN e para a manutenção dos níveis de operacionalidade das organizações militares envolvidas. Ao estar em consonância com as técnicas mundiais, os militares dos países lusófonos não apenas elevam suas capacidades individuais, mas também contribuem significativamente para a segurança coletiva e a prontidão em defesa.

Reforço na Segurança Internacional

A realização deste curso destaca a importância de um esforço conjunto e continuado na luta contra as ameaças químicas e biológicas. Através de iniciativas como esta, promovidas pela OPAQ, os países de língua oficial portuguesa reafirmam seu compromisso com a paz e a segurança internacional, reforçando suas capacidades de resposta a emergências que transcendem fronteiras.

Marcelo Barros, com informações do Exército Brasileiro
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Assessoria de Comunicação (UNIALPHAVILLE), MBA em Jornalismo Digital (UNIALPHAVILLE), Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).