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O primeiro ministro de Israel, Naftali Bennett, anunciou ontem, dia 21 de julho, que Israel iniciou a estruturação de uma rede internacional de cibersegurança, na qual será aceita a participação de países com posturas semelhantes à de Israel, para que lutem juntos contra ameaças. O anúncio foi feito durante seu discurso na conferência Cyber Week, organizada pela Universidade de Tel Aviv. Bennett, que em 1999 foi cofundador e CEO da Cyota, uma empresa de software antifraude (vendida em 2005 para a RSA Security por US $ 145 milhões) fez um discurso intitulado “Israel’s Cyber ​​Defense – What’s Coming Next”. “Israel está abrindo e anunciando um Global Cybernet Shield”, disse Bennett. “Se você tentar lutar sozinho, você vai perder. Se vocês lutarem juntos, vocês vão vencer”.

Segundo o jornal Jerusalem Post, ele caminhou por um palco vazio com uma apresentação visual atrás dele, apresentando slides que mostravam os componentes da rede de defesa cibernética de Israel e um mapa do mundo com setas emanando do Irã para mostrar quem foi ameaçado com  ataques cibernéticos“. Segundo ele, Israel já tem dezenas de memorandos de entendimento com outros países sobre segurança cibernética, mas o Global Cybernet Shield se destina a “trazê-los para o próximo nível de defesa de rede online em tempo real”.

Esse escudo ainda está em desenvolvimento e deve ser uma versão internacional do sistema de defesa online “Cybernet” de Israel, adiantou o primeiro ministro: “Convido todos os países com interesses semelhantes a se juntarem. Ligue para Yigal Unna ”, disse Bennett, referindo-se ao diretor do Diretório Cibernético Nacional de Israel (INCD).

Segundo ele, “tudo está sob ataque: nossa água, eletricidade, comida, aviões, carros. Tudo está vulnerável”. O primeiro-ministro destacou que os ataques cibernéticos são muito mais fáceis do que os tradicionais.“Se você é um país ruim tentando prejudicar ou atacar outra pessoa, no passado você precisava enviar um avião com comandos ou um bombardeiro, mas hoje o melhor retorno sobre o investimento é um ataque cibernético. Você só precisa de inteligência, conhecimento, experiência e uma boa linha de Internet. É o mais fácil possível”, disse Bennett.

Bennett disse que vê os ataques cibernéticos como uma das  maiores ameaças  não apenas à segurança nacional de Israel, mas também ao mundo.

O evento foi parcialmente presencial, e contou com a participação dos principais políticos de Israel, de formuladores de políticas cibernéticas globais e de executivos C-level de empresas multinacionais de mais de 80 países, entre os quais EUA, Reino Unido, Alemanha, Cingapura e República Tcheca. Participaram do evento também o ministro da Defesa, Benny Gantz, e o ministro da Segurança Pública, Omer Bar Lev, que em suas falas abordaram as ameaças cibernéticas em nível nacional. Representantes do setor privado como IAI, IBM, Checkpoint e Microsoft também participaram ao lado de startups cibernéticas de ponta e investidores como YL Ventures.

Com agências de notícias internacionais

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