A Operação Catrimani II, coordenada pelo Ministério da Defesa, marca uma nova fase no combate intensivo ao garimpo ilegal nas terras indígenas Yanomami, abrangendo os estados do Amazonas e de Roraima. Esta operação, que sucede a Catrimani I realizada de janeiro a março deste ano, mobiliza um efetivo robusto de 800 militares, além de recursos fluviais, terrestres e aéreos, em uma demonstração clara do compromisso do governo brasileiro com a preservação dos direitos e territórios indígenas.

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Detalhes e Impactos da Operação

As atividades de garimpo ilegal, que têm devastado a região, enfrentam agora uma resposta severa das Forças Armadas. Em uma série de ações coordenadas, infraestruturas de suporte ao garimpo foram destruídas, e equipamentos essenciais para as operações ilegais, como helicópteros e maquinários, foram apreendidos e inutilizados. Essas intervenções aconteceram nas regiões de Rangel, Xitei Pupunha e Homoxi, onde também foram desmontados acampamentos ilegais, culminando na apreensão de diversos equipamentos, incluindo motores e celulares via satélite.

Atendimento Humanitário e Logística

Durante a Catrimani I, as Forças Armadas não somente combateram o garimpo ilegal mas também forneceram assistência humanitária essencial às comunidades indígenas. Foram entregues 15 mil cestas de alimentos, realizadas evacuações aeromédicas e transportados suprimentos críticos para 236 comunidades, evidenciando a multifaceted natureza da operação. Estas ações de suporte continuam com o Governo Federal agora assumindo a entrega direta de alimentos através de contratações civis, coordenadas pelo Ministério dos Povos Indígenas.

Cooperação Interministerial e Força-Tarefa

A integração de esforços entre diferentes ministérios e a formação de uma força-tarefa específica sublinham a abordagem cooperativa e interministerial adotada pelo Governo Federal. Ao longo do último ano, a força-tarefa logrou resultados significativos, incluindo o transporte de mais de 760 toneladas de suprimentos, a detenção de 165 garimpeiros, e a execução de extensas operações aéreas que abrangeram 7,4 mil horas de voo.

Marcelo Barros, com informações do Exército Brasileiro
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Assessoria de Comunicação (UNIALPHAVILLE), MBA em Jornalismo Digital (UNIALPHAVILLE), Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).