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Rio de Janeiro - Surfistas aproveitam ondas raras na enseada da Urca, dentro da Baía de Guanabara, durante ressaca que atinge o litoral do Rio de Janeiro. (Fernando Frazão/Agência Brasil).

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O projeto Meros do Brasil promove entre os dias 16 e 18 deste mês, pelo YouTube, o encontro Guanabara: terra, água e vida – Conectando ciências.

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Primeiro evento da Rede de Conservação Águas da Guanabara (Redagua) sobre ciências, conservação e biodiversidade da Baía de Guanabara, o encontro será online, gratuito e ocorrerá sempre às 14h.

Realizado em parceria com os projetos Coral Vivo, Guapiaçu e UÇÁ, patrocinados pelo Programa Petrobras Socioambiental, o encontro vai reunir pessoas, projetos e instituições para compartilhar como seus diversos saberes e fazeres estão contribuindo para a vida da segunda maior baía do Brasil.

Ao final dos encontros, será produzida a Carta pela Guanabara, um documento que trará um retrato do presente e um apelo pelo futuro do território que abriga uma imensa biodiversidade e está cercado por uma população que supera 11 milhões de habitantes.

Todas as pessoas inscritas poderão contribuir para formulação do documento.

“Esta carta vai compilar os desejos de quem conhece e vive a realidade da Guanabara e quer ver a mudança desse território para melhor. Nesse sentido, todos que contribuírem com as suas ideias e percepções estarão participando ativamente desse olhar para o futuro e se apropriando do seu papel de cidadã e cidadão na construção da Baía de Guanabara que queremos”, destacou Jonas Leite, coordenador do Meros do Brasil no Rio de Janeiro.

A bióloga Luana Seixas, supervisora de educação ambiental do projeto Meros no estado do Rio de Janeiro, disse que a intenção é compilar os desejos dessas pessoas que vivem e necessitam da Baía de Guanabara. “Ou seja, são os desejos de mudança do território. O que elas veem e percebem no dia a dia e o que deve ser mudado para a melhoria do ambiente”.

Apesar do impacto sofrido ao longo de décadas, a Baía de Guanabara ainda guarda muito mais vida e beleza do que se pode imaginar, destacou a bióloga. Isso é o que pesquisadores, profissionais e colaboradores de diversas iniciativas que atuam na região pretendem mostrar durante o evento.

Convidados

No dia 16, pesquisadores dos projetos Meros do Brasil e Guapiaçu receberão instituições como a Cooperativa Manguezal Fluminense, o programa Florestas do Amanhã e a Petrobras, para falar sobre “Restauração de Ecossistemas”. A ideia é mostrar os desafios enfrentados e as ciências possíveis para regenerar os diversos ecossistemas da Baía de Guanabara.

O segundo dia de evento tem como tema a “Ciência Oceânica”. Coordenada pelos projetos Meros e Coral Vivo, a mesa receberá como convidados o Grupo de Apoio à Mobilização da Década do Oceano – Região Sudeste, o Projeto Cavalos Marinhos e o Projeto Ilhas do Rio, que mostrarão as espécies que habitam a Guanabara e o que está sendo feito pela sobrevivência da diversidade abaixo da linha d’água.

Encerrando o evento, no dia 18, os anfitriões Meros do Brasil e UÇÁ receberão integrantes da Associação de Pescadores Desportivos Luthando Pela Vida, do Comitê de Bacia da Região Hidrográfica da Baía de Guanabara, da Cooperativa Manguezais da Guanabara e da Rede Nós da Guanabara. Eles falarão sobre “Quem vive aqui e daqui”, com a apresentação de quem mora, vive, trabalha e acredita na região.