Em Taubaté, São Paulo, o cenário bélico brasileiro ganha um novo contorno com o uso intensificado das Aeronaves Remotamente Pilotadas (SARP), mais conhecidas como drones. O Comando de Aviação do Exército (CAvEx), juntamente com o 1º Batalhão de Aviação do Exército (1º BAvEx), concluiu recentemente a avaliação operacional do SARP Categoria 2, destacando-se por suas capacidades avançadas.

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ESPECIFICAÇÕES E POTENCIAL OPERACIONAL

O SARP CAT 2, com suas dimensões impressionantes – quase oito metros de envergadura e três metros de comprimento – e a capacidade de atingir velocidades de até 100 quilômetros por hora, operar autonomamente por até oito horas, e em condições diurnas e noturnas, representa um salto qualitativo na tecnologia de vigilância e reconhecimento. Segundo o Major Conrado Arruda, comandante do Núcleo da Subunidade SARP do 1º BAvEx, o drone está sendo rigorosamente testado em simulações de reconhecimento de eixos e locais de esconderijos para aprimorar as missões de inteligência e vigilância.

SINERGIA ENTRE EQUIPAMENTOS TRIPULADOS E NÃO TRIPULADOS

Um dos aspectos mais revolucionários introduzidos pelo SARP CAT 2 é a sua capacidade de operar em conjunto com helicópteros tripulados, criando um sistema integrado que potencializa as operações militares. “A complementariedade entre os veículos aéreos tripulados e não tripulados permite uma abordagem mais segura e eficiente em terrenos hostis”, enfatiza Major Arruda. Esta interação promete um avanço significativo na estratégia de combate, minimizando riscos e maximizando a eficácia das missões.

CAPACITAÇÃO E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO

A integração dos drones nas operações militares também reflete o compromisso do Exército com a capacitação contínua de seu corpo técnico. Militares envolvidos no projeto passaram por um intenso programa de treinamento que abrange aspectos técnicos e teóricos essenciais para a operação eficiente desses equipamentos. Além disso, a contribuição da indústria nacional no desenvolvimento dos SARPs destaca o potencial brasileiro em tecnologia de defesa. O General de Exército Achilles Furlan, chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT), sublinha a importância da adoção dessa tecnologia como um marco no desenvolvimento das capacidades operacionais das Forças Armadas.

Marcelo Barros, com informações do Exército Brasileiro
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Assessoria de Comunicação (UNIALPHAVILLE), MBA em Jornalismo Digital (UNIALPHAVILLE), Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).