Em ação conjunta coordenada pelo Governo Federal, o Ministério da Defesa, por meio do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), está auxiliando o Chile no combate aos incêndios florestais que atingem a zona centro-sul do país andino. Desde o dia 14 deste mês, a plataforma Painel do Fogo, que recebeu atualização recente, passou a sinalizar eventos de fogo e a classificar, em diferentes níveis de prioridade, os focos a serem eliminados.

Agilidade – O Painel do Fogo, software satelital de monitoramento de incêndios e queimadas, possibilita o acionamento das equipes de campo de forma ágil e assertiva, resultando na otimização da atuação e dos recursos utilizados. As informações qualificadas apontam os casos mais urgentes. Entre as disponibilizadas pela plataforma, destacam-se a combinação de mapas web, imagens de satélites óticos, gráficos de evolução do fogo ao longo dos dias, imagens noturnas e a frente de fogo 24h.

“É a primeira vez que o Painel do Fogo é utilizado fora do Brasil. Nossa equipe técnica se esforçou para incluir o policiamento das detecções de fogo no Chile, para auxiliar no combate aos incêndios naquela região. Essa atualização da ferramenta, somada ao fato de que parte da equipe brasileira, que foi enviada para ajudar, já conhecia o Painel do Fogo e já tinha utilizado o software nesses dois últimos anos, no combate às queimadas no Brasil, facilita o uso do software e viabiliza o melhor planejamento para emprego das equipes em campo”, assinalou o diretor-geral do Centro Gestor e Operacional, Rafael Costa.

Ferramenta – O Painel do Fogo, lançado pelo Censipam em 2021, subsidia o acionamento das equipes de combate a incêndios florestais no País. A plataforma oferece, como produto principal, o serviço de rastreio do fogo a partir do agrupamento de focos de calor em eventos individuais de fogo. O sistema agrega diferentes dados geoespaciais, imagens de satélite e propriedades dos eventos individuais, que, combinados a um indicador de nível de severidade, permitem o acompanhamento da evolução dos eventos.

“Com a atualização, o painel hoje oferece diversas funcionalidades, como priorização de eventos, imagens óticas atualizadas do terreno, gráficos de evolução dos incêndios ao longo dos dias, imagens noturnas e a posição das últimas detecções das frentes de fogo. Todas essas informações são importantes para aumentar a segurança dos agentes e a efetividade das equipes no combate”, acrescenta Rafael Costa.

Apoio ao Chile – Sob coordenação do Ministério da Defesa, a Força Aérea Brasileira enviou uma aeronave para auxiliar no combate aos incêndios. O C-130 Hércules conta com um sistema para combate a incêndio com capacidade para transportar 12 mil litros de água. O MAFFS (Modular Airborne Fire Fighting System) é composto por cinco tanques de água e dois tubos que se projetam pela rampa traseira do avião, a uma altura aproximada de 45 metros, para despejar o líquido. As primeiras missões ocorreram em 11 de fevereiro, na região de Ñuble, totalizando 60 mil litros de água.

Por Isabela Nóbrega
Fotos: Censipam/MD

Marcelo Barros, com informações do Ministério da Defesa
Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).