15 Terminais Transportáveis Telebras por Satélite (T3SAT), que se conectam à internet por meio do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), já foram disponibilizados (Foto: João Vitor Guimarães/MCom)

Com o objetivo de conectar diferentes pontos da Reserva Indígena Yanomami, localizada em Roraima, o Ministério das Comunicações (MCom) e a Telebras vão levar internet banda larga como forma de contribuir à força-tarefa que o Governo Federal vem desempenhando no local. Para isso, já estão disponíveis 15 antenas para a região. São Terminais Transportáveis Telebras por Satélite (T3SAT) que se conectam à internet por meio do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). Atualmente, a região já possui sete antenas instaladas.

Além da conectividade, os terminais possibilitam praticidade no transporte e montagem rápida. As antenas serão enviadas em caráter emergencial e ainda este ano estuda-se conectar as localidades de forma permanente. O equipamento, disponibilizado em uma maleta de 97 cm de altura e 82 cm de largura, com espessura de 32 cm, possibilita uma conexão com taxa de transmissão de download de 20 Mbps e de upload de 2 Mbps. A antena que acompanha tem 76 cm de diâmetro. O dispositivo tem bateria para uso em períodos de falta de energia, com duração de até 8 horas. O modem que equipa a T3SAT possui Wi-Fi embarcado e podem ser conectados aparelhos celulares e computadores.

“Este tipo de solução transportável visa atender, principalmente, forças de defesa, de segurança pública e demais órgãos que necessitam de conexão na transmissão de dados nas operações localizadas em regiões remotas no Brasil, com destaque na Amazônia Legal”, explicou especialista em telecomunicações, Maximiliano Martinhão.

Esse modelo de sistema tem sido utilizado para as operações de campo do Comando Militar da Amazônia (CMA), pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM) e auxilia as ações da Polícia Federal.

EMERGENCIAL – O Ministério das Comunicações e Telebras já viabilizaram a comunicação via satélite outras ocasiões emergenciais, como nos desastres causados pelas chuvas em Petrópolis (RJ) e Ilhéus (BA). Em 2019, em Brumadinho (MG), foram instaladas antenas fixas para auxiliar as equipes de resgate e facilitar o contato com hospitais e a comunicação entre parentes das vítimas do rompimento da barragem.

Texto: ASCOM | Ministério das Comunicações
Marcelo Barros
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).

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