Em uma celebração vibrante do Dia Internacional da Mulher, a Base Aérea dos Afonsos, no Rio de Janeiro, foi palco de um evento extraordinário, destacando o crescente papel das mulheres nas Forças Armadas do Brasil. Um grupo de 30 mulheres, formadas pela Brigada de Infantaria Pára-quedista, realizou um salto de paraquedas, simbolizando não apenas a força e a determinação femininas, mas também homenageando as pioneiras que abriram caminho para futuras gerações de militares no Exército Brasileiro.

Pioneirismo e Coragem nas Alturas

Comandadas pela Capitão Forster e pela 1º Tenente Ana, ambas Mestres de Salto, as paraquedistas embarcaram no KC-390 Millennium, demonstrando a excelência e a capacidade das mulheres em assumir papéis de liderança e desafio. Entre as homenageadas, figuram nomes como a 3º Sargento Gabriela, a primeira militar a concluir o curso de Dobragem, Manutenção de Paraquedas e Suprimentos pelo Ar (DOMPSA), e as 1º Tenentes Cyntia, Valquíria e Isabella Oliveira, primeiras mulheres formadas na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN).

A Música no Ar

A 3º Sargento Flávia, primeira musicista paraquedista da Força Terrestre, também esteve entre as valentes mulheres que saltaram, adicionando uma nota de arte e cultura à bravura militar. Este gesto ressalta a versatilidade e a multiplicidade de talentos que as mulheres trazem para as Forças Armadas, enriquecendo as tradições militares com novas perspectivas e habilidades.

Símbolos de Uma Conquista

A ostentação da boina grená, do boot marrom e das asas de prata não representa apenas um feito individual, mas um marco coletivo de conquista e pertencimento à elite paraquedista. Estes símbolos, adquiridos após um rigoroso treinamento e um salto da aeronave, encarnam a mística paraquedista, marcando o reconhecimento e a valorização da contribuição feminina na área.

Um Salto para o Futuro

O salto realizado em homenagem ao Dia Internacional da Mulher vai além de um ato de celebração. Ele simboliza a superação de barreiras e a constante busca por igualdade e respeito dentro e fora do âmbito militar. As mulheres paraquedistas do Exército Brasileiro, com seu exemplo de coragem, disciplina e competência, inspiram não apenas outras mulheres a perseguir seus sonhos e vocações, mas também reafirmam o compromisso das Forças Armadas com a inclusão e a diversidade.

Marcelo Barros, com informações do Exército Brasileiro
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Assessoria de Comunicação (UNIALPHAVILLE), MBA em Jornalismo Digital (UNIALPHAVILLE), Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).