"Obrigado, FEB" (Crédito: Lapa Azul)

Desde a rendição alemã, ao fim da segunda guerra mundial, a população da Itália é grata à Força Expedicionária Brasileira, realizando um ciclo de homenagens nas diversas regiões de batalhas decisivas. A prova desse reconhecimento são os diversos monumentos dedicados aos pracinhas em território italiano.

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Além disso, os heróis são homenageados até hoje em canções pelo mundo, como em “Smoking Snakes”, da banda de heavy metal sueca Sabaton.

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Reprodução: Arquivo Nacional

Aqui no Brasil, ocorrem homenagens em diversas unidades militares para relembrar essa importante passagem da nossa história e no mundo civil algumas tímidas honrarias no Mausoléu da Força Expedicionária Brasileira, no cemitério da Vila Alpina, em São Paulo e no Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, no Rio de Janeiro.

Mas por que aqui no Brasil essa data passa sem nenhuma atenção pela imprensa e nos colégios? Em conversas com historiadores diversos, foi explicado que ocorreu por parte da intelectualidade nacional, uma inveja aos holofotes merecidos dados aos pracinhas, por seus feitos virtuosos a humanidade.

É dito que “torna-se verdade a mentira contada mil vezes”, atribuída a Joseph Goebbels, mas essa frase não passa de uma enganação da propaganda nazista. A mentira jamais será a verdade, independente de quantas vezes for repetida. Nos resta o resgate da memória dos esquecidos, numa tentativa incansável de restauração da verdade, essa nunca em vão.

 

Referências:

  1. “A importância do Brasil na Segunda Guerra Mundial e a influência externa na formação da FEB”. BARBOSA, Wesley Santana.
  2. “1944: O Brasil vai à guerra com a FEB”. Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC/FGV).
  3. Cerimônia na Itália celebra 76 anos da vitória brasileira em Monte Castelo”. Portal BIDS. Acesso em 7 de maio de 2022.
  4. Heróis Esquecidos: A importância da Força Expedicionária Brasileira para o Fim da Segunda Guerra Mundial“. Jornal Prédio 3. Acesso em 7 de maio de 2022.
Marcelo Barros
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).