As Forças Armadas, sob a coordenação do Ministério da Defesa (MD), seguem intensificando o trabalho de apoio aos Yanomamis, que teve início no dia 21 de janeiro. Até o momento, mais de 75 toneladas de mantimentos e remédios foram transportados pelos militares, além de 3.875 cestas básicas entregues. O hospital de campanha montado pela Força Aérea Brasileira (FAB) já realizou cerca de 600 atendimentos. Com os meios aéreos empregados, mais de 338 horas de voo foram cumpridas.

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Para o deslocamento aéreo de pessoal e carga, foram mobilizadas cinco aeronaves (C-98 Caravan, C-97 Brasília, C-105 Amazonas, C-130 Hércules e KC-390 Millennium). Também o helicóptero H-60L Black Hawk, único meio capaz de chegar às aldeias indígenas do território Yanomami, devido às condições de infraestrutura da região.

Para transportar alimentos e medicamentos em grande quantidade e em curto espaço de tempo, o Exército e a Força Aérea atuam em conjunto, com lançamento aéreo das cargas e uso de paraquedas. Os materiais chegam a Base Aérea de Boa Vista, em Roraima, e, após triagem e embalagem, são acomodados nos aviões para lançamento em área específica da comunidade de Surucucu. Com essa logística, mais de 40 toneladas foram lançadas. Os donativos são transportados de helicóptero até às aldeias.

Na vertente humanitária, em apoio ao Ministério da Saúde, os militares atuam no hospital de campanha. A Unidade conta com uma equipe multidisciplinar de médicos, em especialidades como ortopedia, cirurgia geral, pediatria, radiologia, ginecologia e patologia, além da capacidade de realizar exames laboratoriais. Já foram efetuadas 37 evacuações aeromédicas.

Medidas – No dia 21 de janeiro o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, visitou a Casa de Saúde Indígena Yanomami (CASAI Yanomami) e determinou que os ministros de diversas áreas adotassem uma série de medidas de enfrentamento à grave crise dos povos Yanomami.

O presidente editou um decreto que cria o Comitê de Coordenação Nacional para Enfrentamento à Desassistência Sanitária das populações em território Yanomami. Além disso, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, declarou Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional diante da necessidade de ação urgente frente à crise enfrentada por esses povos indígenas.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, determinou a abertura de inquérito policial para apurar o crime de genocídio e crimes ambientais no território indígena. Já a Polícia Federal (PF) ficou responsável por apurar as responsabilidades e punir os culpados.

Por Carolina Militão e Isabela Nóbrega
Fotos: Divulgação FAB

Marcelo Barros, com informações do Ministério da Defesa
Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).