Foto: Divulgação/Receita Federal

Os portos brasileiros, conhecidos por serem vitais para a economia do país, enfrentam um desafio crescente: o tráfico internacional de drogas. Enquanto os 380 terminais portuários do Brasil projetam movimentar impressionantes US$ 324 bilhões em exportações este ano, segundo a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), uma rede obscura de tráfico também se aproveita dessas estruturas. Estes grupos criminosos têm transformado os portos em canais estratégicos para o transporte de substâncias ilícitas, desafiando a fiscalização e a segurança nacional.

Os Grandes Portos e a Expansão do Crime

Não é apenas a magnitude dos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR) que os torna notáveis. Eles também são palco de uma crescente atividade criminosa. No entanto, o problema não se limita a esses gigantes. A Receita Federal destaca que a ação criminosa se diversifica, buscando diferentes pontos para suas operações ilícitas. Há um esforço contínuo para padronizar e intensificar a repressão ao tráfico em todos os portos, visando uma resposta mais eficaz contra essa ameaça. Wilson Carneiro, especialista em Direito Marítimo e Portuário, reforça que o tráfico em portos é uma realidade em todo o país, desde o Norte até o Sul.

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Vulnerabilidade nas Fronteiras e Técnicas Audaciosas

Os portos próximos às fronteiras, especialmente na região Norte, perto de países como Bolívia e Colômbia, são particularmente vulneráveis. Estes países são conhecidos fornecedores de cocaína, tornando a região um ponto estratégico para as facções brasileiras. Carneiro destaca que a questão do tráfico pelos portos tornou-se um problema nacional. Além disso, as facções criminosas estão constantemente inovando em suas técnicas para driblar a fiscalização. Em um caso surpreendente no Pará, foi descoberto um submarino usado para transportar drogas. Outras táticas incluem esconder drogas em meio a produtos legais ou até mesmo fixar fardos de drogas aos cascos de navios usando ímãs.

A batalha contra o tráfico internacional nos portos brasileiros é contínua e desafiadora. Enquanto o país celebra os avanços econômicos proporcionados por esses terminais, também é fundamental intensificar os esforços para garantir sua segurança e integridade. A colaboração entre agências federais, especialistas e a comunidade é crucial para combater essa ameaça e proteger o futuro do Brasil.

Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).