blank
Radar Primário LP23SST NG e Radar Secundário RSM970S instalados em Forte Príncipe da Beira (RO), Brasil

Google News

A Thales entrega o milésimo radar de vigilância de tráfego aéreo no mundo, um Radar Primário LP23SST NG, produzido pela Omnisys – subsidiária da Thales no Brasil – e um Radar Secundário RSM970S, destinados ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo do Brasil (DECEA).

Entre no canal do Defesa em Foco no Telegram e fique por dentro de todas as notícias do dia

Um céu seguro significa trânsito seguro através de um determinado número de espaços aéreos. Para isso, os Operadores de Controle de Tráfego Aéreo (ATCO) devem estar cientes da posição das aeronaves em seu espaço aéreo o tempo todo, para oferecer um Gerenciamento de Tráfego Aéreo (ATM) eficiente. Os sistemas de vigilância são os “olhos” do ATCO. Isso significa contar com uma ampla rede de radares em terra que permite tal coordenação para que a segurança e a pontualidade possam andar de mãos dadas. Significa também a capacidade de detecção de aeronaves não cooperativas, desempenhando um papel importante na vigilância aérea.

Desde a primeira entrega feita nos anos 70, o portfólio da Thales contribui para a segurança aérea com uma gama completa de radares para gerenciar a vigilância desse espaço e controlar as áreas de aeroportos e terminais de bases aéreas.

A amplitude dessa cobertura compreende radares primários de aproximação, como o STAR NG e radares primários de controle de rota, como o LP23SST NG, que detectam aeronaves não cooperativas, sem transponders ou com transponders defeituosos das mais diversas dimensões. A elevada capacidade de detecção desses radares, com alcances da ordem de 460 km, permite que os mesmos operam em ambientes hostis, com elevados níveis de interferência de solo, em condições meteorológicas adversas e em cenários complexos como, por exemplo, nas proximidades de campos eólicos.

O portfólio também inclui radares de vigilância aérea secundária como o renomado RSM970S e sua mais recente inovação, o RSM970S NG (tanto para controle de aproximação quanto para controle de rota) para detectar e identificar aeronaves cooperativas da aviação comercial ou militar.

Na vanguarda das novas tecnologias, investindo em P&D e capitalizando em 50 anos de experiência em ATC, a Thales introduziu muitas inovações de ponta em segurança do espaço aéreo para acompanhar a evolução das necessidades operacionais nos segmentos civil e militar, além de garantir o cumprimento das mais recentes regulamentações de segurança de voo de forma a proporcionar uma vigilância segura e precisa tanto nas operações de aproximação quanto em controle de rota.

As atualizações e inovações incluem uma família de radares com maior desempenho, especialmente para precisão e detecção; desenvolvimento de novas características, como medidas de proteção eletrônica, 3D, detecção de aeronaves de velocidade zero (como helicópteros), aeronaves de alta velocidade/alta manobrabilidade (como caças) ou fusão do modo S tradicional com a detecção ADS-B, para melhorar o desempenho do sistema, além de uma estação radar sustentável alimentada com energia solar.

“A milésima referência mundial do radar de vigilância de tráfego aéreo da Thales é uma demonstração da confiança dos clientes e do histórico da empresa em detecções ininterruptas que garantem a segurança e a vigilância aérea. Somos gratos a todos os nossos parceiros pela confiança. Com mais de 130 radares de vigilância aérea instalados no Brasil, e um relacionamento de 20 anos entre a Omnisys (subsidiária da Thales no Brasil) e o DECEA, estamos orgulhosos de compartilhar o marco 1000 desse tipo de radar no Brasil. Esse número é prova da qualidade dos radares de vigilância de tráfego aéreo da Thales Air Systems, que possuem uma sólida reputação de desempenho e confiabilidade”, afirma Lionel de Castellane, Vice-Presidente para o segmento de radares civis da Thales.

“No momento em que a Força Aérea Brasileira incorpora mais um radar para a defesa e controle do espaço aéreo brasileiro, a empresa Thales comemora a produção e instalação do seu milésimo equipamento, na localidade de Forte Príncipe da Beira. Essa é mais uma aquisição que demonstra a preocupação da FAB em controlar os 22 milhões de quilômetros quadrados do nosso espaço aéreo bem como defender nossas fronteiras. Trata-se de um equipamento de extrema importância, uma vez que irá possibilitar a identificação e interceptação de aeronaves não-colaborativas”, declara o Diretor-Geral do DECEA, Tenente-Brigadeiro do Ar João Tadeu Fiorentini.