O envolvimento do Brasil em missões de paz das Nações Unidas reflete uma trajetória de comprometimento e liderança no cenário global. Desde a participação inicial na Comissão Especial das Nações Unidas para os Bálcãs em 1947, o Brasil tem desempenhado um papel cada vez mais influente em operações de manutenção de paz. Em 2023, cerca de 90 profissionais brasileiros, incluindo membros das Forças Armadas e Policiais Militares, participaram ativamente em missões da ONU, demonstrando a capacidade e a dedicação do país em contribuir para a paz mundial.

Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil: Pilar de Capacitação

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O Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB), localizado no Rio de Janeiro, é um bastião na preparação de militares e civis para atuação em missões da ONU. Este centro, subordinado ao Departamento de Educação e Cultura do Exército e vinculado ao Ministério da Defesa, tem sido essencial no treinamento e capacitação, garantindo que os profissionais brasileiros estejam aptos a enfrentar os desafios complexos das missões de paz internacionais.

Participação Feminina nas Missões de Paz

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Um aspecto notável da participação brasileira em operações de paz é o crescente envolvimento feminino, alinhado com a Agenda sobre Mulheres, Paz e Segurança da ONU. O Brasil tem se esforçado para cumprir os percentuais de gênero definidos pela ONU, sendo reconhecido pelo desempenho e pela efetiva inclusão de mulheres nas mais diversas funções em missões de paz. Este compromisso com a igualdade de gênero não apenas fortalece as operações de paz, mas também reflete o avanço do país na promoção da igualdade e diversidade dentro de suas forças armadas.

Relevância e Perspectivas Futuras

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Com a participação em 50 missões sob a égide das Nações Unidas, envolvendo cerca de 60 mil militares e policiais militares, o Brasil tem se estabelecido como um ator crucial na promoção da paz mundial. Essa trajetória não apenas eleva a projeção internacional do Brasil, mas também reforça seu compromisso com a estabilidade global e a cooperação internacional. Olhando para o futuro, espera-se que o Brasil continue a desempenhar um papel vital em missões de paz, contribuindo com sua experiência e capacidade para a construção de um mundo mais seguro e pacífico.

Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).