Imagem: Polícia Federal

A Polícia Federal deflagra hoje (02/12) a Operação LEI DO RETORNO, objetivando apurar a atuação de uma associação criminosa sediada na região de Caratinga/MG que se dedica a promover, visando vantagem econômica, a entrada ilegal de brasileiros nos Estados Unidos da América – USA, submetendo suas vítimas a condições degradantes.

O grupo criminoso cobrava entre U$ 15.000,00 e U$ 18.000,00 dos interessados em entrar clandestinamente nos EUA, fornecendo toda a logística da viagem.

Os brasileiros que se sujeitavam à viagem permaneciam na fronteira do México com os EUA em condições degradantes, alojados juntamente com outros imigrantes ilegais de diversas nacionalidades, aguardando o momento mais propício para a travessia. Um destes brasileiros, proveniente da cidade de Tarumirim/MG, foi preso em agosto deste ano pela US Border Patrol/EUA (Polícia de Fronteira dos EUA) ao tentar entrar ilegalmente em solo norte-americano, tendo sido enviado de volta para o México. Onze dias depois foi encontrado morto em área da fronteira entre El Paso/México e Texas/EUA pela mesma US Border Patrol/EUA. Uma das linhas investigativas que visam apurar este homicídio considera a hipótese de que foi morto em decorrência da impossibilidade de arcar com dívidas assumidas junto aos “coiotes” mexicanos, que atuam em parceria com os agenciadores da região de Caratinga/MG, ora sob investigação.

COOPERAÇÃO INTERNACIONAL

A parceria entre a Polícia Federal e a agência US Customs and Boarder Protection (CBP) foi fundamental para a obtenção de informações que permitiram o início dos trabalhos investigativos. Os esforços em conjunto contaram com a participação da Polícia Federal, Ministério das Relações Exteriores, DHS (Department of Homeland Security), Departamento de Estado Americano e CBP.  A sólida parceria entre Brasil e Estados Unidos tem permitido a atuação da Polícia Federal lado a lado com a CBP, em uma das áreas mais procuradas pelos traficantes de seres humanos, a fronteira entre os EUA e o México. A partir de El Paso/TX a PF tem sido capaz de auxiliar nas investigações enviando, em tempo real ao Brasil, dados que permitam a identificação e captura dos criminosos.

Os investigados responderão pelos crimes de associação criminosa e de promover, por qualquer meio, com o fim de obter vantagem econômica, a entrada ilegal de brasileiro em país estrangeiro, cujas penas somadas podem chegar a mais de nove anos de reclusão, se condenados.

Seguindo todos os protocolos de cuidados do Ministério da Saúde em face da pandemia do Covid-19, a Polícia Federal continua trabalhando.

Comunicação Social da Polícia Federal em Minas Gerais

Marcelo Barros
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).

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