Os Óculos de Visão Noturna (OVN), adotados pela Marinha do Brasil, são ferramentas cruciais que têm permitido a pilotos e tripulações melhorar significativamente suas capacidades operacionais durante missões noturnas. Recentemente, esses equipamentos foram determinantes em treinamentos de pouso e decolagem realizados na Ilha da Marambaia, preparando as equipes para desafios reais em condições adversas.

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As imagens foram gravadas durante a Qualificação e Requalificação de Pouso a Bordo (QRPB) realizado pelos Esquadrões HS-1 Guerreiro e HU-2 Pegasus no Navio Aeródromo Multipropósito Atlântico- A-140

Treinamento Vital em Marambaia

O treinamento na Marambaia envolveu simulações de pouso e decolagem com helicópteros, permitindo que as tripulações se familiarizassem ainda mais com o uso dos óculos em ambientes de baixa luminosidade. “Essa preparação é essencial para garantir que nossas equipes possam operar com segurança e eficiência, independentemente da hora do dia”, comentou um dos oficiais envolvidos na instrução.

Resposta Rápida às Chuvas no Rio Grande do Sul

A utilidade desses treinamentos foi rapidamente comprovada. Com as recentes e severas chuvas no Rio Grande do Sul, que provocaram inundações e deslizamentos, as equipes de resgate da Marinha foram acionadas para auxiliar nas operações de busca e salvamento. Equipados com os Óculos de Visão Noturna, pilotos e tripulações têm conseguido continuar suas missões durante a noite, um fator que tem sido decisivo na localização e resgate de vítimas isoladas pela água.

Impacto e Reconhecimento

A capacidade de operar efetivamente durante a noite não apenas aumenta a eficácia das missões de resgate, mas também maximiza o uso dos recursos aéreos disponíveis, garantindo uma resposta contínua às emergências. “O uso do OVN tem sido um divisor de águas para nós, especialmente agora, quando cada minuto conta para salvar vidas”, afirmou um dos pilotos engajados nas operações de resgate.

Tecnologia e Preparo Salvando Vidas

Este episódio reforça a importância da integração entre tecnologia de ponta e treinamento rigoroso. A Marinha do Brasil, através de sua capacitação contínua e investimento em tecnologia, demonstra seu compromisso não só com a defesa nacional, mas também com o suporte vital em situações de calamidade pública.

Essa interação entre capacitação e uso efetivo de tecnologia avançada exemplifica como as Forças Armadas podem agir decisivamente em apoio à população, reforçando a segurança e bem-estar de todos os brasileiros frente a desastres naturais.

Marcelo Barros
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).