A cidade de Belo Horizonte serviu de pano de fundo para uma revelação surpreendente. Uma reportagem veiculada pela Rádio Itatiaia destacou o crescimento no interesse dos jovens pela carreira militar. E não estamos falando apenas sobre o alistamento obrigatório: há um crescente número de jovens que, após o alistamento, demonstram desejo de seguir carreira nas forças armadas, seja por meio de concursos públicos ou outras vias de ingresso.

O que as pesquisas dizem

Um estudo colaborativo, que contou com a participação de várias Universidades Federais, incluindo a renomada UFMG, trouxe dados que chamam a atenção. Em 2021, quase 44% dos jovens na faixa etária de 16 a 26 anos tinham a intenção de seguir carreira militar. E um detalhe importante: a maioria desses jovens vem de famílias de baixa renda, principalmente das regiões Norte e Nordeste do Brasil. Mas, por que esse interesse todo? De acordo com analistas, a resposta pode estar nas oportunidades que a carreira militar oferece: uma chance real de escapar das garras da pobreza e de garantir uma estabilidade financeira tão almejada em tempos de incertezas econômicas.

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O olhar de quem está no campo

O repórter Felipe Cortella, ao dar voz ao Major Bruno Furtado, Chefe da Seção de Serviço Militar da 4ª Região Militar em Belo Horizonte, trouxe uma perspectiva ainda mais próxima da realidade. O Major compartilhou uma observação impactante: todos os jovens que se alistaram no serviço militar em Belo Horizonte o fizeram de forma voluntária. Isto reforça a ideia de que, para uma parcela considerável da juventude brasileira, a carreira militar se tornou uma opção atrativa. Anualmente, cerca de 130 mil jovens se alistam na 4ª Região Militar, e deste montante, 30 mil são escolhidos para servir. E, embora o número de alistados tenha se mantido estável, o que tem surpreendido é o aumento contínuo daqueles que desejam permanecer voluntariamente na força.

O futuro dos jovens e a carreira militar

A tendência observada em Belo Horizonte e reforçada pelos dados da pesquisa nacional aponta para uma nova realidade. Em um país vasto e diverso como o Brasil, a carreira militar emerge como uma luz no fim do túnel para muitos jovens. As promessas de estabilidade financeira, crescimento profissional e, sobretudo, a chance de construir um futuro digno são atrativos poderosos. Resta-nos acompanhar e apoiar aqueles que optam por esse caminho, garantindo que tenham todas as oportunidades de prosperar e contribuir para a construção de um Brasil mais forte e unido.

Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).