Na última semana, testemunhamos um momento histórico na aviação militar brasileira: a despedida oficial da aeronave C-130 Hércules, um ícone que serviu à Força Aérea Brasileira (FAB) com distinção desde 1965. Esta cerimônia repleta de emoção não apenas celebrou o aniversário de 59 anos do Primeiro Grupo de Transporte (1º/1º GT) – Esquadrão Gordo, mas também homenageou o serviço inestimável do C-130, marcando o fim de uma era na Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro.

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Legado e Honrarias

Durante a solenidade, um mosaico de gerações de militares que serviram sob as asas desta aeronave lendária partilhou o espaço, numa cerimônia presidida pelo Tenente-Brigadeiro do Ar Sergio Roberto de Almeida, com a presença de ilustres autoridades. O evento prestou uma última homenagem a este gigante dos ares, condecorando ex-comandantes e tripulantes do Esquadrão Gordo, numa clara demonstração de respeito e admiração pelo legado deixado pelo C-130.

A Passagem de Testemunho

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Este marco histórico também simbolizou a transição para uma nova era, com a apresentação do KC-390 Millennium, aeronave desenvolvida para suceder o C-130 em missões de natureza semelhante. A cerimônia destacou a “passagem de serviço” através de sobrevoos emblemáticos, selando a despedida do Hércules e a chegada do novo guardião dos céus brasileiros.

O Peso do Legado

O Tenente-Coronel Aviador Umile Coelho Rende, comandante do 1º/1º GT, enfatizou a conexão indelével entre o Esquadrão e o Hércules, ressaltando a importância deste para a FAB e a sociedade brasileira. Com recordações de missões humanitárias, de paz, e de apoio em momentos cruciais, como o combate à pandemia de Covid-19, a aeronave demonstrou ser mais do que um meio de transporte; foi um símbolo de esperança e união.

A Jornada Histórica

A trajetória do C-130 Hércules na FAB, iniciada com a aquisição dos primeiros aviões em 1964, é marcada por inúmeras missões de impacto significativo, tanto no Brasil quanto no exterior. Sua participação em operações de apoio humanitário, combate a incêndios florestais, e missões de paz reflete a versatilidade e a capacidade incomparável desta aeronave.

Marcelo Barros, com informações da Agência Força Aérea
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Assessoria de Comunicação (UNIALPHAVILLE), MBA em Jornalismo Digital (UNIALPHAVILLE), Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).