Por Mariana Alvarenga

Com o propósito de promover oportunidade de preparo conjunto das Forças Armadas, o Ministério da Defesa inicia a etapa operacional do Exercício Conjunto Meridiano. A fase atual, chamada de Meridiano-Poti, ocorre na Serra do Cachimbo, próximo ao município de Novo Progresso, no sul Pará, entre 23 e 28 de outubro.

O Meridiano é o maior treinamento conjunto das Forças Armadas na história da Pasta, com a participação de mais de 5,5 mil militares, 1000 viaturas, 21 aeronaves e seis helicópteros. A finalidade é avaliar e manter a operacionalidade e a capacidade de pronto-emprego dos militares.

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Nesta oportunidade, as tropas colocam em prática uma simulação de ataque aéreo e terrestre a forças inimigas, após ação de infiltração estratégica com helicópteros. “Os militares devem entrar no terreno de forma discreta, para que não sejam vistos nem detectados pelo inimigo, e, assim, realizar ataques aos alvos ali encontrados”, explicou o Co-Diretor do treinamento, Tenente-Coronel Coutinho.

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Ele ressalta que, apesar de tratar-se de um preparo para situações de combate, muitos dos conhecimentos adquiridos são aplicados, também, em situações reais. “O desembarque de tropas no terreno pode ser empregado em evacuações aeromédicas, transportando pacientes em situação de risco ou enchentes, por exemplo, para unidades de saúde”, disse o Tenente-Coronel.

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O componente de Forças Especiais da Marinha (*) destaca que o preparo no Exercício Conjunto Meridiano-Poti pode ser utilizado, ainda, em missões reais nas fronteiras. “Esses locais têm similaridade com a Serra do Cachimbo – mata bastante densa, rios e lagos – como, também, a dificuldade de comunicação. Assim, aperfeiçoamos a forma como encarar os desafios propostos nesses ambientes”, pontuou.

O trabalho integrado entre as três Forças (Marinha, Exército e Aeronáutica) é realizado em toda a missão. “A interoperabilidade é importante para estreitar os laços entre as Forças Singulares e melhorar as capacidades de atuação conjunta”, salientou o operador de Forças Especiais do Exército (*).

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O Exercício Conjunto Meridiano

Dividido em três fases, o Exercício ocorre em três regiões do País: Norte, Sudeste e Sul. No Norte, o Poti é conduzido pela FAB, com o uso de helicópteros e aeronaves. No Sudeste, o módulo Dragão será realizado de 03 a 06 de novembro, a cargo da Marinha, a bordo do Navio Aeródromo Multipropósito (NAM), entre o litoral fluminense e o do Espírito Santo. Já na Região Sul, sob execução do Exército, o módulo Ibagé ocorrerá de 09 a 12 de novembro, nos municípios de Canoas e Santa Maria.

Os nomes dos operadores especiais não são expostos devido à segurança desses militares.

Fotos: Antônio Oliveira

Marcelo Barros, com informações do Ministério da Defesa
Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).

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