Por Margareth Lourenço

Na semana em que se comemora os 22 anos de criação do Ministério da Defesa, a Agência Defesa divulga uma série de matérias sobre a atuação da Pasta, que é o órgão do Governo Federal incumbido de exercer a direção superior das Forças Armadas, constituídas pela Marinha do Brasil, pelo Exército Brasileiro e pela Força Aérea Brasileira. O Ministério da Defesa tem como uma de suas principais atribuições o estabelecimento de políticas voltadas à defesa e à segurança do País, em consonância com a Política Nacional de Defesa (PND), a Estratégia Nacional de Defesa (END) e o Livro Branco de Defesa Nacional (LBDN), documentos de alto nível de planejamento que são atualizados a cada quatro anos.

Compete, ainda, ao Ministério da Defesa, “formular a política e as diretrizes referentes aos produtos de defesa empregados nas atividades operacionais, inclusive armamentos, munições, meios de transporte e de comunicações, fardamentos e materiais de uso individual e coletivo, admitido delegações às Forças”.

Às Forças Armadas, é atribuída a missão constitucional de defender a Pátria, tendo como objetivos nacionais de defesa garantir a soberania, o patrimônio nacional e a integridade territorial, contribuir para a estabilidade regional e para a paz e a segurança internacionais, entre outros. Assim sendo, para desempenhar o seu papel constitucional, a partir das diretrizes estabelecidas na END, foram definidos projetos estratégicos de cada uma das três Forças. Conheça alguns deles.

Marinha
A Marinha está à frente do Programa de Desenvolvimento de Submarinos, o PROSUB, que dotará a Indústria Nacional de Defesa com tecnologia nuclear de ponta. A concretização do programa fortalece, ainda, setores da indústria nacional de relevância estratégica para o desenvolvimento econômico do País. Priorizando a aquisição de componentes fabricados no Brasil, o PROSUB é um forte incentivo ao parque industrial nacional. Assim sendo, com total de cinco submarinos, sendo quatro de propulsão diesel-elétrica (convencional) e o primeiro do Brasil com propulsão nuclear. O Submarino Riachuelo (convencional), primogênito do programa, foi lançado ao mar em dezembro de 2018, seguido do submarino Humaitá (convencional), lançado em 2020.

Exército
O Projeto Estratégico Guarani prevê a renovação da família de blindados da Força Terrestre. O veículo anfíbio, empregado em diversos treinamentos, contribui na defesa e na proteção do País. A robustez da viatura e o custo reduzido de manutenção possibilitam sua utilização no fortalecimento das ações do Estado, na segurança e na defesa do território nacional. Com índice de nacionalização de cerca de 90%, o Guarani está alinhado com os objetivos da END, na medida em que colabora com o desenvolvimento da Indústria Nacional de Defesa, gerando divisas para o Brasil. Até o momento, do total de 1.460 blindados contratados, 482 já foram entregues.

Aeronáutica
Com a missão de manter a soberania do espaço aéreo e integrar o território nacional, a Força Aérea desenvolveu, em parceria com a Embraer, a aeronave KC-390, que projetou o Brasil como um dos grandes produtores de equipamentos de defesa no mundo. O novo cargueiro atende tanto às necessidades de caráter militar quanto de ajuda humanitária, cumprindo missões como de auxílio em caso de calamidades públicas. Em agosto de 2020, o cargueiro realizou a primeira missão real no exterior, em que transportou cerca de 5,5 toneladas de insumos hospitalares e alimentos para socorrer a população libanesa, impactada pela explosão no porto da capital Beirute. Em apoio à Operação COVID-19, a aeronave tem sido utilizada no transporte de medicamentos, materiais de saúde, vacinas e hospitais de campanha.

Saiba mais sobre os projetos estratégicos de Defesa em:
Projetos estratégicos da Marinha
Projetos estratégicos do Exército
Projetos estratégicos da Aeronáutica

Amanhã, confira matéria sobre o apoio das Forças Armadas à população brasileira, utilizando de características como capilaridade e inconteste capacidade logística, para prover o apoio do Estado brasileiro aos que mais necessitam.

Fotos: Divulgação/ Forças Armadas

Marcelo Barros, com informações do Ministério da Defesa
Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).

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