No contexto das recentes enchentes no Rio Grande do Sul, um fenômeno preocupante tem ganhado destaque: a guerra da desinformação. Rumores e notícias falsas têm circulado, questionando a eficácia e a presença das Forças Armadas, que têm atuado dia e noite no resgate e assistência às vítimas desse desastre natural. Este cenário levanta uma questão crucial: a quem interessa desacreditar as forças que se dedicam à segurança e bem-estar da população?

A POLÍTICA E AS FORÇAS ARMADAS

Desde a saída do ex-presidente Bolsonaro, percebe-se um aumento nos ataques à imagem das Forças Armadas. Historicamente vistas como um pilar de confiança pela população brasileira, as Forças Armadas têm enfrentado críticas que muitas vezes parecem motivadas por interesses políticos. Essas críticas servem frequentemente como justificativa para cortes de verbas essenciais à manutenção e atualização tecnológica das forças.

CONSEQUÊNCIAS DO DESINVESTIMENTO

O sucateamento das Forças Armadas, impulsionado por uma narrativa que questiona sua necessidade e eficácia, resulta em uma capacidade reduzida de resposta em momentos críticos, como o que agora se observa no Rio Grande do Sul. A falta de recursos adequados e de tecnologia atualizada pode ter um impacto direto na eficiência das operações de salvamento, onde, como sabemos, cada segundo é crucial.

COMBATENDO A DESINFORMAÇÃO COM INFORMAÇÃO

Uma estratégia eficaz para combater esse cenário é a educação, a informação da população sobre o papel constitucional das Forças Armadas e a importância de sua atuação em diversos âmbitos da sociedade brasileira. É vital que os cidadãos entendam e valorizem a atuação das forças armadas, não apenas em contextos de defesa nacional, mas também em situações de desastres naturais e segurança pública.

MOBILIZAÇÃO POR UM RECONHECIMENTO ADEQUADO

Com o aumento do apoio popular às Forças Armadas, é possível que a pressão pública influencie os políticos a repensarem suas estratégias e a priorizarem o investimento em defesa e segurança como um pilar para o futuro do país. Isso não só fortaleceria as Forças Armadas, mas garantiria que elas estejam sempre prontas e bem equipadas para responder a qualquer desafio que possa surgir.

BATALHA DOS TEMPOS DIGITAIS

Enfrentar a desinformação é crucial para manter a confiança da população nas instituições que a protegem. A verdadeira informação e o apoio contínuo às Forças Armadas são fundamentais para garantir que elas continuem a servir efetivamente o Brasil, reforçando a segurança nacional e a capacidade de resposta a crises.

Marcelo Barros
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).