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A atual diretoria executiva da Amazul foi empossada nesta segunda-feira (26/4) pelo Conselho de Administração para um novo mandato de dois anos. O almirante Almir Garnier, representante do Ministério da Defesa no Consad, participou da primeira reunião como comandante da Marinha.

Nas palavras iniciais, o diretor-presidente Antonio Carlos Soares Guerreiro fez um balanço das realizações do primeiro mandato da diretoria executiva, enfatizando o crescimento da empresa, o aprimoramento na governança e as ações para valorização dos recursos humanos.

Nesse primeiro mandato da diretoria, a Amazul assumiu novas responsabilidades no Programa Nuclear da Marinha, no qual estão alocados 80% de seus empregados, como a gestão do contrato de obtenção do Bloco 40 do Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica (Labgene), que é o protótipo, em terra e em escala real, dos sistemas de propulsão que serão instalados no futuro submarino com propulsão nuclear.

Na área de geração de energia elétrica, a empresa expandiu seus negócios por meio de convênio com a Eletronuclear para projetar a extensão da vida útil de Angra I e de parceria com a Indústrias Nucleares do Brasil para a elaboração do projeto da Usina Comercial de Enriquecimento de Urânio.

Guerreiro enfatizou que a empresa também ampliou sua presença no trabalho de modernização e de adoção de boas práticas que já vinha realizando desde 2018, no Centro de Radiofarmácia do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), em São Paulo. Uma das prioridades da diretoria é a entrega, prevista para os próximos meses, do projeto detalhado do Reator Mutipropósito Brasileiro, que poderá tornar o Brasil autossuficiente na produção de radiofármacos.

Ainda na área da Saúde, a empresa assinou acordo com o Instituto do Coração – Incor para desenvolver um dispositivo de assistência cardiovascular que auxilia o bombeamento de sangue em pacientes com insuficiência cardíaca que estão na fila de espera do transplante.

Numa outra frente de oportunidades de negócios, a Amazul começou a realizar tratativas com o Ministério da Agricultura, outros entes públicos e a iniciativa privada para a elaboração de projetos que visam à criação de centros de irradiação de alimentos no País.

Gestão da empresa

Na esfera da gestão, um dos desafios da diretoria tem sido, por um lado, adequar a situação da Amazul à nova realidade orçamentária e ao momento vivido pelo País, o que exige mais responsabilidade e austeridade; e, por outro lado, promover o crescimento da empresa, garantir os empregos e racionalizar a gestão de recursos em busca de maior eficiência.

Um dos desafios da atual diretoria, ao tomar posse, foi buscar uma alternativa para o Pamse – Plano de Assistência Médico-Social da Emgepron, que já vinha acumulando déficits e caminhava para a insolvência, o que poderia trazer prejuízos para os empregados e seus dependentes, que ficariam sem assistência médica, e para a empresa. Ao mesmo tempo, era necessário buscar uma solução que se adequasse às rígidas regras da CGPAR nº 23, resolução que regula a concessão de benefícios à saúde pelas empresas públicas.

“Após estudo das alternativas oferecidas pelo mercado, chegamos à proposta do Benefício de Assistência à Saúde, na modalidade de reembolso, que foi aprovada pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST) e implantada em agosto de 2020, que já obteve a adesão de 72,5% dos empregados contra 66% que eram cobertos pelo Pamse. Uma bem-sucedida transição minimizou os impactos para os empregados”, ressaltou o diretor-presidente.

Da mesma forma, a Amazul negociou com a BB Previdência a correção de distorções no plano de previdência complementar que poderiam, no futuro, trazer prejuízos para os beneficiários. Com isso, houve uma redução do valor da taxa de carregamento no Amazul Prev, o que proporcionará maior aumento do patrimônio dos empregados e menos descontos.

Outro desafio da direção da Amazul é garantir a manutenção dos principais benefícios previstos no Acordo Coletivo do Trabalho, sem violar os dispositivos da Lei da Reforma Trabalhista, que modificou a legislação aplicada às relações do trabalho, e da Lei Complementar nº 173/2020, que instituiu diversas restrições relacionadas a despesas com pessoal, entre elas a vedação à concessão de reajuste salarial a servidores e empregados públicos em 2021.

A empresa vem, ainda, fazendo um grande trabalho na área da Diretoria de Gestão do Conhecimento e Pessoas para melhorar o atendimento e a comunicação com os empregados.

Governança

Ao tomar posse em abril de 2019, a diretoria estabeleceu como prioridades o aperfeiçoamento da governança e da gestão, por meio de melhores práticas, controles e monitoramento de riscos, normas de conformidade e do programa de integridade, que são ferramentas importantes para garantir a saúde empresarial. Assumiu, também, o compromisso de traduzir a empresa em números, calculando seus ativos intangíveis, no sentido de explicitar sua importância estratégica para o País e os benefícios que produz para a sociedade brasileira. Uma consultoria contratada já iniciou esse trabalho com nossas equipes.

Na dimensão organizacional, uma nova estrutura foi desenhada com o propósito de reforçar as áreas estratégicas, mediante a criação da Coordenadoria-Geral de Governança e Desenvolvimento Corporativo, a reestruturação da Coordenadoria-Geral de Negócios, a revisão do Regimento Interno e do Estatuto Social e de outras normas.

Um avanço importante foi a elaboração de um documento que visa à institucionalização e regulação da Amazul com seus principais parceiros, principalmente com o Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo e suas organizações militares (OM) subordinadas, no sentido de aumentar a sinergia, otimizar os recursos humanos e facilitar a tomada de decisões conjuntas. O documento foi enviado para a avaliação da Marinha do Brasil, por meio da Diretoria-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha.

Outro passo importante para a gestão da Amazul foi a distribuição e vinculação de todos os empregados a cada uma das diretorias, de acordo com as atividades que exercem. A medida tem como propósito o levantamento mais preciso das competências existentes e o atendimento às demandas, bem como possibilitar que a empresa possa movimentar empregados de uma unidade operacional para outra, para atender a determinada fase de um projeto que requeira qualificações e competências específicas. Com isso, será possível reduzir tanto a eventual ociosidade de pessoal qualificado, quanto a necessidade de se abrir processos seletivos para preenchimento de determinadas vagas.

Pela primeira vez, foi iniciado um trabalho conjunto para realizar o mapeamento de riscos compartilhados com o CTMSP, nos processos e atividades que envolvem os empregados da Amazul em cargos de gestão.

No novo mandato que se inicia, a diretoria reafirma que continuará cumprindo os mesmos compromissos: impulsionar o crescimento da Amazul, buscar novas fontes de receitas para reduzir a dependência do Tesouro Nacional, racionalizar os custos, aprimorar cada vez mais a governança, valorizar os recursos humanos demonstrar os benefícios que a empresa produz para a sociedade.

Fonte: Amazul

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