O artigo do Cel Daniel Mendes Aguiar Santos, publicado em 27 de dezembro de 2023 no EBlog, aborda o cenário de crescente tensão global, destacando a rivalidade entre Estados Unidos e China, a Guerra da Ucrânia e as tensões em Taiwan. Esses eventos reforçam a necessidade de uma defesa nacional robusta e adaptada às realidades contemporâneas.

Hipóteses de Guerra e Estratégias Militares

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Áreas de Conflito/Tensão e “Triângulo de Defesa”

O autor analisa o fenômeno da guerra sob duas óticas: conflitos entre forças assimétricas, como Rússia e Ucrânia, e entre forças equipolentes, exemplificando um possível confronto entre EUA e China. Ele discute como essas nações modelam estratégias no nível tático e estratégico, enfatizando a importância de alianças e a gestão de força, tempo e espaço.

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Desafios para a Segurança Nacional Brasileira

No contexto brasileiro, o artigo destaca a necessidade de proteger um território vasto, com fronteiras marítimas e terrestres extensas. Esse desafio é amplificado por questões como instabilidade política em países vizinhos, presença de grupos armados e interesses estrangeiros na região.

Ativos Nacionais Estratégicos

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Ativos Nacionais Estratégicos

O Cel Daniel Mendes identifica ativos estratégicos cruciais para a defesa e o desenvolvimento do Brasil, incluindo recursos naturais na Amazônia Azul, o sistema portuário, a indústria petroquímica, bases de lançamento de foguetes e reservas minerais e hídricas. Ele também destaca a importância de proteger infraestruturas críticas como Itaipu Binacional e ativos nucleares.

(1) o acervo mineral da Amazônia Azul, que engloba o mar territorial, a zona econômica exclusiva e o limite da plataforma continental, com atenção aos campos petrolíferos, essenciais à segurança energética;

(2) o sistema portuário nacional, responsável pela projeção de embarcações no domínio marítimo, em especial, no Atlântico Sul;

(3) o conjunto de polos petroquímicos, cruciais para o fornecimento de insumos utilizados pelas diversas cadeias produtivas do país;

(4) a Base de Lançamentos de Foguetes (Alcântara/MA), de alta relevância para a prospecção do domínio espacial;

(5) a foz do Rio Amazonas, ponto de grande valor geoestratégico para o acesso à Região Amazônica, tanto no domínio marítimo, quanto terrestre;

(6) o acervo mineral e vegetal da Amazônia Legal, que concentra uma pletora de jazidas e reservas de interesse nacional;

(7) o aporte hídrico do Aquífero Alter do Chão (Amazônia) e do Aquífero Guarani (Centro-Sul), cruciais à segurança hídrica no futuro;

(8) a Capital Federal (Brasília/DF), que concentra as estruturas e os sistemas de gerenciamento do Poder Nacional;

(9) as reservas de nióbio, metal extremamente resistente e utilizado em processos metalúrgicos complexos, com destaque para Araxá/MG;

(10) o complexo agropecuário, essencial à segurança alimentar, com destaque para MG, SP, PR, MS e MT;

(11) o complexo industrial, incluindo a Base Industrial de Defesa, crucial para sustentar a diversidade da produção nacional, nucleado nas Regiões SE e S;

(12) os ativos nucleares, incluindo as Usinas Angra 1 e 2 e a Indústria Nuclear Brasileira (Resende/RJ), essenciais na diversificação da matriz energética e à Indústria de Defesa;

(13) a Usina Hidroelétrica Itaipu Binacional (Foz do Iguaçu/PR), primordial à segurança energética; e

(14) o acesso à Antártida, via Atlântico Sul, rota de navegação mais próxima ao continente, considerando o término do Tratado da Antártida (2041) e, a partir daí, a provável “corrida” para o continente gelado.

Integração das Expressões do Poder Nacional

O autor argumenta que a defesa eficaz do Brasil requer a integração das expressões política, econômica, psicossocial, militar e científico-tecnológica do país. Ele enfatiza a necessidade de uma colaboração estreita entre civis e militares para desenvolver um pensamento estratégico que aborde tanto questões internas quanto externas.

Projetos Estratégicos e Modernização Militar

Santos ressalta a importância de projetos estratégicos para modernizar as Forças Armadas Brasileiras, como o KC-390 e o programa PROSUB. Ele aborda a necessidade de investimento contínuo e estabilidade orçamentária para garantir a operacionalidade e eficácia desses projetos.

Enfrentando Desafios Futuros

Em conclusão, o Cel Daniel Mendes Aguiar Santos reitera a importância da Defesa Nacional no desenvolvimento e na proteção do Brasil. Ele sugere que o país deve estar preparado para enfrentar desafios geopolíticos futuros, garantindo a soberania e os interesses nacionais.

Leia o artigo na íntegra no eBlog do Exército.

Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).